sábado, 17 de outubro de 2026
Mateus 22, 15-21 O povo pertence a Deus.
* 15 Então os fariseus se retiraram, e fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16 Mandaram os seus discípulos, junto com alguns partidários de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e que ensinas de fato o caminho de Deus. Tu não dás preferência a ninguém, porque não levas em conta as aparências. 17 Dize-nos, então, o que pensas: É lícito ou não é, pagar imposto a César?” 18 Jesus percebeu a maldade deles, e disse: “Hipócritas! Por que vocês me tentam? 19 Mostrem-me a moeda do imposto.” Levaram então a ele a moeda. 20 E Jesus perguntou: “De quem é a figura e inscrição nesta moeda?” 21 Eles responderam: “É de César.” Então Jesus disse: “Pois deem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
Comentário:
* 15-22: Cf. nota em Mc 12,13-17. O novo povo de Deus pertence unicamente a Deus, e só Deus pode exigir do homem adoração.
Os adversários de Jesus vão ao encontro dele, começam a bajulá-lo com elogios e depois lançam a pergunta desafiadora: deve-se ou não pagar imposto a César? O “imposto a César” era “mais um tributo” cobrado pelo Império Romano. Além disso, a questão não era apenas um “debate econômico”, mas uma “questão de fé”. Pagar imposto a César era reconhecer o “deus César”, em contraste com o “Deus de Jesus”, e reconhecer a “submissão à servidão”. O Mestre entendeu perfeitamente a hipocrisia deles e aonde queriam chegar. A resposta de Jesus – dar a César o que é dele e a Deus o que lhe pertence – mostra que não é lícito César tomar o lugar e o nome de Deus. Tudo a Deus pertence. Também não podemos usar esse texto para justificar taxas, impostos e duas realidades “Igreja e Estado” distintas. Não podemos adorar a “Deus e a César”, eles não estão no mesmo plano, nem negar os direitos de Deus sobre o povo, a própria imagem de Deus, que lhe pertence e é sua maior e melhor propriedade.
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