quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Lucas 11, 47-54 Jesus desmascara os hipócritas.

47 Ai de vocês, porque constroem túmulos para os profetas; no entanto, foram os pais de vocês que os mataram. 48 Com isso, vocês são testemunhas e aprovam as obras dos pais de vocês, pois eles mataram os profetas, e vocês constroem os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus disse: ‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos. Eles os matarão e perseguirão, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário’. Sim, eu digo a vocês: pedirão contas disso a esta geração. 52 Ai de vocês, especialistas em leis, porque vocês se apoderaram da chave da ciência. Vocês mesmos não entraram, e impediram os que queriam entrar.” 53 Quando Jesus saiu daí, os doutores da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa em qualquer coisa que saísse de sua boca. Comentário: * 37-54: No seu caminho, Jesus desmascara os donos da estrutura antiga. Os fariseus deixam de lado a justiça e o amor de Deus e, para esconder roubos e maldades, se refugiam atrás de todo um aparato de falsa religiosidade. Os especialistas em leis se apossam da chave da ciência, isto é, interpretam as leis de acordo com seus próprios interesses; exercem assim controle ideológico sobre o povo, impedindo-o de ver as possibilidades de transformação. Com as duas “maldições” (“ai de vocês…”) de Cristo contra os fariseus e escribas que lemos hoje, conclui-se a série. A primeira refere-se à culpa dos doutores da Lei (prolongada por diversas gerações) na recusa e perseguição contra os profetas; enquanto a segunda (v. 52) condena o autoritarismo intelectual dos doutores da Lei, ou seja, a “manipulação” do conhecimento que conduz a uma fé mais esclarecida e, portanto, a um seguimento mais fiel à vontade do Pai. Hoje diríamos se tratar de um “abuso espiritual”, que continua existindo e precisa sempre ser evitado, denunciado e combatido.

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