quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Lucas 11, 5-13 Pedir com confiança.
* 5 Jesus acrescentou: “Se alguém de vocês tivesse um amigo, e fosse procurá-lo à meia-noite, dizendo: ‘Amigo, me empreste três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem, e não tenho nada para oferecer a ele’. 7 Será que lá de dentro o outro responderia: ‘Não me amole! Já tranquei a porta, meus filhos e eu já nos deitamos; não posso me levantar para lhe dar os pães?’ 8 Eu declaro a vocês: mesmo que o outro não se levante para dar os pães porque é um amigo seu, vai levantar-se ao menos por causa da amolação, e dar tudo aquilo que o amigo necessita. 9 Portanto, eu lhes digo: peçam, e lhes será dado! Procurem, e encontrarão! Batam, e abrirão a porta para vocês! 10 Pois, todo aquele de que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta. 11 Será que alguém de vocês que é pai, se o filho lhe pede um peixe, em lugar do peixe lhe dá uma cobra? 12 Ou ainda: se pede um ovo, será que vai lhe dar um escorpião? 13 Se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do céu! Ele dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem.”
Comentário:
* 5-13: O Evangelho insiste na oração perseverante e confiante. Se os homens são capazes de atender ao pedido de amigos e filhos, quanto mais o Pai! Ele nada recusará. Pelo contrário, dará o Espírito Santo, isto é, a força de Deus que leva o homem a viver conforme a vida de Jesus Cristo.
Depois de ensinar seus discípulos a rezarem o pai-nosso (Lc 11,1-4), Jesus alude ao poder da oração: “Peçam e lhes será dado. Procurem e encontrarão. Batam e lhes será aberto”. Deus é Pai e, por isso, é incapaz de recusar o pedido sincero de um de seus filhos. Por outro lado, o Pai nos conhece e sabe do que precisamos, melhor do que nós mesmos, por isso nossa oração deve ser sempre sincera e direta. Além da oração de súplica ou petição, o Catecismo da Igreja (n. 2.626 e ss) ensina que temos outras formas de oração, como a bênção, a adoração, a intercessão, a ação de graças e o louvor. A oração é tão importante na vida do cristão que toda a quarta parte do Catecismo é dedicada a ela: §2.558-2.865.
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