domingo, 18 de outubro de 2026

Lucas 12, 13-21 A vida é dom de Deus.

-* 13 Do meio da multidão, alguém disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo.” 14 Jesus respondeu: “Homem, quem foi que me encarregou de julgar ou dividir os bens entre vocês?” 15 Depois Jesus falou a todos: “Atenção! Tenham cuidado com qualquer tipo de ganância. Porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a sua vida não depende de seus bens.” 16 E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17 E o homem pensou: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. 18 Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir outros maiores; e neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19 Então poderei dizer a mim mesmo: meu caro, você possui um bom estoque, uma reserva para muitos anos; descanse, coma e beba, alegre-se!’ 20 Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Nesta mesma noite você vai ter que devolver a sua vida. E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?’ 21 Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus.” Comentário: * 13-21: No caminho da vida, o homem depara com o problema das riquezas. Jesus mostra que é idiotice acumular bens para assegurar a própria vida. Só Deus pode dar ao homem a riqueza que é a própria vida. Jesus não condena a riqueza nem critica o homem rico, mas sim a estultice daqueles que confundem os bens terrenos com os bens eternos. Ensina que o valor de uma pessoa está nas suas ações, e não nos seus bens, ou seja, quem age egoisticamente e só pensa em acumular tem pouco valor. Ao contrário, quem pensa no próximo, faz caridade, dá esmola, ajuda de algum modo na devolução da dignidade dos irmãos que sofrem e são excluídos, esses têm grande valor, são ricos para Deus e certamente serão acolhidos no Reino dos Céus. Temos, aqui, uma lição de como lidar com os bens terrenos, fazendo-os render espiritualmente, e não materialmente.

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