sexta-feira, 10 de julho de 2026
Mateus 10, 24-33 Testemunho e perseguição.
24 O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25 Para o discípulo basta ser como o seu mestre, e para o servo ser como o seu senhor. Se chamaram de Belzebu o dono da casa, quanto mais os que são da casa dele!”
Não tenham medo -* 26 “Não tenham medo deles, pois não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não existe nada de oculto que não venha a ser conhecido. 27 O que digo a vocês na escuridão, repitam à luz do dia, e o que vocês escutam em segredo, proclamem sobre os telhados. 28 Não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Pelo contrário, tenham medo daquele que pode arruinar a alma e o corpo no inferno! 29 Não se vendem dois pardais por alguns trocados? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. 30 Quanto a vocês, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31 Não tenham medo! Vocês valem mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante do meu Pai que está no céu. 33 Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, eu também o renegarei diante do meu Pai que está no céu.”
Comentário:
* 16-25: Os discípulos terão o mesmo destino de Jesus: sofrer as consequências da missão que liberta e dá vida nova. Essa missão atingirá os interesses de muitos e, por isso, provocará a perseguição, a divisão e o ódio, até mesmo dentro das famílias. Muitas vezes poderá levar para a condenação nos tribunais. A missão, porém, é dirigida pelo Espírito de Deus. Por isso, os discípulos perseveram até o fim, sem temor nem aflição, seguros da plena manifestação de Jesus, Senhor e Juiz da história.
* 26-33: Os discípulos não devem ter medo, porque a missão se baseia na verdade, que põe a descoberto toda a mentira de um sistema social que não mostra a sua verdadeira face. Os homens podem até matar o corpo dos discípulos, mas não conseguirão tirar-lhes a vida, pois é Deus quem dá e conserva ou tira a vida para sempre. A segurança do discípulo está na promessa: quem é fiel a Jesus, terá Jesus a seu favor diante de Deus.
O discípulo de Cristo não precisa temer a perseguição que sofre no mundo, nem mesmo o martírio, pois isso fere apenas o corpo, enquanto engrandece a alma. Deve temer, porém, as forças do mal, personificadas na figura do demônio e do pecado, pois elas podem ferir a alma e conduzir ao inferno. Jesus é quem nos fortalece e protege contra o demônio, por isso nos enchemos de coragem e de alegria. Ele nos defende contra todos os males, exigindo apenas que o amemos e o anunciemos ao mundo.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Mateus 10, 16-23 Testemunho e perseguição.
* 16 “Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. 18 Vocês vão ser levados diante de governadores e reis, por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. 19 Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. 20 Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês.
21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vocês serão odiados de todos, por causa do meu nome. Mas, aquele que perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando perseguirem vocês numa cidade, fujam para outra. Eu garanto que vocês não acabarão de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem.
Comentário:
* 16-25: Os discípulos terão o mesmo destino de Jesus: sofrer as consequências da missão que liberta e dá vida nova. Essa missão atingirá os interesses de muitos e, por isso, provocará a perseguição, a divisão e o ódio, até mesmo dentro das famílias. Muitas vezes poderá levar para a condenação nos tribunais. A missão, porém, é dirigida pelo Espírito de Deus. Por isso, os discípulos perseveram até o fim, sem temor nem aflição, seguros da plena manifestação de Jesus, Senhor e Juiz da história.
Ao longo da história, muitas vezes os “apocalípticos” anunciaram o fim do mundo, provavelmente interpretando erroneamente o trecho do Evangelho que lemos hoje. De fato, Jesus mostra alguns sinais de que o fim dos tempos se aproxima, mas isso não significa a destruição do mundo, e sim a sua glorificação, quando o Filho do Homem voltará glorioso. Sempre haverá perseguição aos que defendem os valores do Evangelho, porque eles incomodam o “mundo” e os interesses mesquinhos dos poderosos. Quando ouvirmos que um cristão foi perseguido ou martirizado, não significa que o fim do mundo está próximo, mas que o Evangelho está atuando e o Reino de Deus está sendo instaurado, sob o impulso do Espírito Santo.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Mateus 10, 7-15 A missão dos apóstolos.
7 Vão e anunciem: ‘O Reino do Céu está próximo’. 8 Curem os doentes, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, deem também de graça! 9 Não levem nos cintos moedas de ouro, de prata ou de cobre; 10 nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão, porque o operário tem direito ao seu alimento.
11 Em qualquer cidade ou povoado onde vocês entrarem, informem-se para saber se há alguém que é digno. E aí permaneçam até vocês se retirarem. 12 Ao entrarem na casa, façam a saudação. 13 Se a casa for digna, desça sobre ela a paz de vocês; se ela não for digna, que a paz volte para vocês. 14 Se alguém não os receber bem, e não escutar a palavra de vocês, ao sair dessa casa e dessa cidade, sacudam a poeira dos pés. 15 Eu garanto a vocês: no dia do julgamento as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos rigor do que essa cidade.”
Comentário:
* 5-15: A missão é reunir o povo para seguir a Jesus, o novo Pastor. Ela se realiza mediante o anúncio do Reino e pela ação que concretiza os sinais da presença do Reino. A missão se desenvolve em clima de gratuidade, pobreza e confiança, e comunica o bem fundamental da paz, isto é, da plena realização de todas as dimensões da vida humana. Os enviados são portadores da libertação; rejeitá-los é rejeitar a salvação e atrair sobre si o julgamento.
Jesus confere aos apóstolos o poder para realizarem sinais semelhantes aos que ele mesmo faz e que indicam sua messianidade, ou seja, curar enfermos, ressuscitar mortos, purificar leprosos, expulsar demônios… Tais sinais são a prova de que o Reino de Deus está próximo, e os discípulos poderão realizá-los porque Jesus estende a eles a autoridade que recebeu do Pai. As palavras e atos dos apóstolos anunciam e realizam as palavras e atos do próprio Cristo, por isso as palavras e atos de cada um de nós hoje, discípulos missionários, manifestam a presença de Jesus Cristo no mundo e indicam que o Reino de Deus já iniciou, está aqui, apesar de se completar somente no dia em que veremos Deus face a face.
terça-feira, 7 de julho de 2026
Mateus 10, 1-7 O núcleo da nova comunidade.
* 1 Então Jesus chamou seus discípulos e deu-lhes poder para expulsar os espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidade. 2 São estes os nomes dos Doze Apóstolos: primeiro Simão, chamado Pedro, e seu irmão André; Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus.
A missão dos apóstolos -* 5 Jesus enviou os Doze com estas recomendações: “Não tomem o caminho dos pagãos, e não entrem nas cidades dos samaritanos. 6 Vão primeiro às ovelhas perdidas da casa de Israel. 7 Vão e anunciem: ‘O Reino do Céu está próximo’.
Comentário:
* 1-4: Os discípulos recebem o mesmo poder de Jesus: desalienar os homens (expulsar demônios) e libertá-los de todos os males (curar doenças). Os doze apóstolos formam o núcleo da nova comunidade, chamada a continuar a palavra e ação de Jesus.
* 5-15: A missão é reunir o povo para seguir a Jesus, o novo Pastor. Ela se realiza mediante o anúncio do Reino e pela ação que concretiza os sinais da presença do Reino. A missão se desenvolve em clima de gratuidade, pobreza e confiança, e comunica o bem fundamental da paz, isto é, da plena realização de todas as dimensões da vida humana. Os enviados são portadores da libertação; rejeitá-los é rejeitar a salvação e atrair sobre si o julgamento.
No final do Evangelho que lemos ontem, Jesus disse aos seus discípulos que “a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mt 9,37). Hoje ele envia esses mesmos discípulos em missão, para a “colheita”, dando a eles autoridade para expulsar espíritos impuros e para curar toda doença e toda enfermidade. Apesar de serem poucos trabalhadores, realizarão uma grande missão. Ainda hoje Jesus continua a escolher e enviar trabalhadores para a sua messe, sejam homens ordenados (diáconos, padres e bispos), pessoas consagradas (religiosos e religiosas) ou mulheres e homens leigos que dedicam parte de sua vida para servir o Evangelho e a Igreja. Você já parou para pensar na quantidade de serviços com que poderia colaborar na sua paróquia, por exemplo? Que tal procurar seu pároco e descobrir como você também pode ser um trabalhador da colheita hoje?
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Mateus 9, 32-38 Jesus faz ver e falar.
32 Quando já tinham saído os dois cegos, levaram a Jesus um mudo que estava possuído pelo demônio. 33 Quando o demônio foi expulso, o mudo falou, e as multidões ficaram admiradas, e diziam: “Nunca se viu uma coisa assim em Israel.” 34 Mas os fariseus diziam: “É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios.”
A origem da missão -* 35 Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando a Boa Notícia do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36 Vendo as multidões, Jesus teve compaixão, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. 37 Então Jesus disse a seus discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos! 38 Por isso, peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita.”
Comentário:
* 27-34: A justiça do Reino liberta os homens para o discernimento (ver) e expulsa a alienação (demônio) que impede de dizer a palavra que transforma a realidade. A justiça libertadora, porém, provoca a oposição daqueles que querem apossar-se da salvação, para restringi-la a pequeno grupo de privilegiados.
* 35-38: Mateus apresenta um resumo da atividade de Jesus (cf. 4,23), mostrando a raiz da ação dele: nasce da visão da realidade, que o leva a compadecer-se, isto é, a sentir junto com o povo cansado e abatido. O trabalho é grande, e necessita de pessoas dispostas a continuar a obra de Jesus. A comunidade deve assumir a preocupação de levar a Boa Notícia do Reino ao mundo inteiro, consciente da necessidade de trabalhadores disponíveis para essa missão divina.
A perícope de hoje encerra o ciclo de milagres desta seção do Evangelho de Mateus, que ilustram a resposta que Jesus dará em breve aos enviados de João Batista: “Vão e contem a João as coisas que vocês estão ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista e coxos andam; leprosos são purificados e surdos ouvem; mortos são ressuscitados e pobres recebem a Boa Notícia…” (Mt 11,4-5). Alguns já o reconhecem como o Messias, pois estes são os sinais da sua chegada indicados pelos profetas. Porém outros, fariseus e doutores da Lei, têm o coração endurecido e são incapazes de ler os milagres de Jesus como sinais de sua divindade. É uma questão de tempo. Quando superarem os interesses egoístas, também eles conseguirão abrir os olhos e enxergar a Verdade.
domingo, 5 de julho de 2026
Mateus 9, 18-26 Jesus é o Senhor da vida.
* 18 Enquanto Jesus dizia essas coisas para eles, um chefe se aproximou, ajoelhou-se diante de Jesus, e disse: “Minha filha acaba de morrer; mas vem, põe tua mão sobre ela, e ela viverá.” 19 Jesus levantou-se e o seguiu, junto com seus discípulos.
20 Nesse momento, chegou uma mulher que fazia doze anos vinha sofrendo de hemorragia. Ela foi por trás, e tocou a barra da roupa de Jesus, 21 porque pensava: “Ainda que eu toque só na roupa dele, ficarei curada.” 22 Jesus virou-se, e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! Sua fé curou você.” E, desde esse momento, a mulher ficou curada.
23 Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e uma multidão fazendo barulho. Então disse: 24 “Retirem-se, porque a menina não morreu. Ela está apenas dormindo.” As pessoas começaram a caçoar dele. 25 Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, e tomou a menina pela mão. Então a menina se levantou. 26 E essa notícia espalhou-se por toda aquela região.
Comentário:
* 18-26: Cf. nota em Mc 5, 21-43: Toda mulher menstruada ou sofrendo corrimento de sangue, era considerada impura (Lv 15,19.25), e impuros ficavam também os que fossem tocados por ela. A fé em Jesus faz que essa mulher viole a Lei e seja curada. A missão de Jesus é restaurar os homens na vida total: não só libertá-los da doença que os diminui e exclui do convívio social, mas também salvá-los da morte, que os exclui da vida antes do tempo.
Jesus cura duas mulheres. É significativo ler este trecho do Evangelho no contexto atual, em um momento em que a sociedade sofre com tantos casos de violência contra a mulher e até mesmo de feminicídio. Infelizmente, ainda não aprendemos a respeitar e valorizar a mulher como Jesus fazia. Ele rompeu todos os preconceitos de seu tempo para nos mostrar que homem e mulher são igualmente criados à imagem e semelhança de Deus, não podendo existir superiores ou inferiores. Provavelmente “caçoaram” de Jesus porque ele demonstrou interesse pela situação da mulher e por devolver-lhe integralmente a vida. As curas relatadas hoje, de duas mulheres com idades bastante diferentes, mostram que a aparente fragilidade das mulheres é, na verdade, fonte de força, motivação e fé.
Mateus 11, 25-30 Os pobres evangelizam.
* 25 Naquele tempo, Jesus disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Meu Pai entregou tudo a mim. Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelar.
28 Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso. 29 Carreguem a minha carga e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas vidas. 30 Porque a minha carga é suave e o meu fardo é leve.”
Comentário:
* 25-30: Com sua palavra e ação, Jesus revela a vontade do Pai, que é instaurar o Reino. Contudo, os sábios e inteligentes não são capazes de perceber a presença do Reino e sua justiça através de Jesus. Ao contrário, os desfavorecidos e os pobres é que conseguem penetrar o sentido dessa atividade de Jesus e continuá-la. Jesus veio tirar a carga pesada que os sábios e inteligentes haviam criado para o povo. Em troca, ele traz novo modo de viver na justiça e na misericórdia: doravante, os pobres serão evangelizados e partirão para evangelizar.
Jesus eleva uma prece de louvor e agradecimento ao Pai por aquilo que ele realizou e continua realizando em favor dos pequeninos. Os pobres são os privilegiados de Deus e também de Jesus. Ao longo de toda a sua vida, o Filho procurou pôr em prática tudo aquilo que o Pai lhe entregou. Jesus demonstra sua fidelidade a Deus colocando-se ao lado dos empobrecidos e desprezados pela sociedade. Jesus nos convida a ir até ele, pois ele tem mensagem de salvação e libertação dos fardos que impedem de viver com dignidade e dificultam o acesso ao Pai. Como discípulos, somos convidados pelo Mestre a aprender dele o jeito de viver a prática do seu projeto. Ser manso e humilde de coração não impede de enfrentar os adversários do Reino de Deus.
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