sábado, 25 de abril de 2026
João 10, 1-10 O povo conhece a voz de Jesus.
* 1 “Eu garanto a vocês: aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Mas aquele que entra pela porta, é o pastor das ovelhas. 3 O porteiro abre a porta para ele, e as ovelhas ouvem a sua voz; ele chama cada uma de suas ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 Depois de fazer sair todas as suas ovelhas, ele caminha na frente delas; e as ovelhas o seguem porque conhecem a sua voz. 5 Elas nunca vão seguir um estranho; ao contrário, vão fugir dele, porque elas não conhecem a voz dos estranhos.” 6 Jesus contou-lhes essa parábola, mas eles não entenderam o que Jesus queria dizer.
Jesus é o único caminho -* 7 Jesus continuou dizendo: “Eu garanto a vocês: eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. 9 Eu sou a porta. Quem entra por mim, será salvo. Entrará, e sairá, e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.
Comentário:
* 1-6: Nesta comparação, o curral representa a instituição que explora e domina o povo. Os ladrões e assaltantes são os dirigentes. Jesus mostra que sua mensagem é incompatível com qualquer instituição opressora e que sua missão é conduzir para fora da influência dela os que nele acreditam, a fim de formar uma comunidade que possa ter vida plena e liberdade.
* 7-21: O único meio de libertar-se de opressores ou de uma instituição opressora é comprometer-se com Jesus, pois ele é a única alternativa (a porta). Jesus é o modelo de pastor: ele não busca seus próprios interesses; ao contrário, ele dá a sua própria vida a todos aqueles que aceitam sua proposta. Jesus provoca divisão: para uns, suas palavras são loucura; para outros, sua ação é sinal de libertação.
No Evangelho de hoje, Jesus se apresenta como a porta para entrada e saída de pastores e ovelhas. Como porta, Jesus é o acesso à segurança e à liberdade. A prática de Jesus é libertadora. Conduzindo para fora, ele liberta de tudo o que oprime e explora o povo. Jesus está sempre aberto para acolher os que querem fazer parte de sua caminhada e, ao mesmo tempo, deixa a liberdade para quem não se sente à vontade. Ele propõe entrar pela porta, que é ele, e não por outros subterfúgios que podem denotar outros interesses. Jesus vai na frente e, ouvindo sua voz, seus seguidores podem caminhar com segurança. Quem segue outras vozes pode ser manipulado e explorado. Quem passa pela porta, encontrará pastagem, vida plena e abundante, tudo o que necessita para uma vida digna. O Evangelho conclui: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. O Mestre de Nazaré dedicou toda a sua vida para cuidar das “ovelhas” abandonadas. Seguindo sua voz, teremos vida e liberdade.
1 Pedro 2, 20-25 Só Deus é Senhor.
20 Que mérito haveria em suportar com paciência, se vocês fossem esbofeteados por terem agido errado? Pelo contrário, se vocês são pacientes no sofrimento quando fazem o bem, isto sim é ação louvável diante de Deus. 21 De fato, para isso é que vocês foram chamados, pois Cristo também sofreu por vocês, deixando-lhes exemplo para que sigam os passos dele. 22 Ele não cometeu nenhum pecado e mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. 23 Quando insultado, não revidava; ao sofrer, não ameaçava. Antes, depositava sua causa nas mãos daquele que julga com justiça. 24 Sobre o madeiro levou os nossos pecados em seu próprio corpo, a fim de que nós, mortos para nossos pecados, vivêssemos para a justiça. Através dos ferimentos dele é que vocês foram curados, 25 pois estavam desgarrados como ovelhas, mas agora retornaram ao seu Pastor e Guardião.
Comentário:
* 18-25: O ponto importante é que os cristãos devem sempre fazer o bem (v. 20), em qualquer condição, mesmo que para isso tenham de suportar sofrimentos. Quando nem se pensava em abolição da escravatura, esta exortação mostra que Deus não quer a escravidão. De fato, Pedro considera os sofrimentos como injustos (v. 19). Se na época era impensável deixar de ser escravo, torna-se claro que essa submissão é feita por temor a Deus a exemplo de Jesus Cristo e não como submissão servil aos patrões (no v. 18 “com todo temor” se refere a Deus). A resistência cristã numa situação sem saída consiste em fazer o bem. Se aqui não há nenhuma referência ao comportamento dos patrões é porque estes, provavelmente, não fazem parte dos destinatários da carta. Já vimos (cf. Introdução) que se trata de gente fora da pátria e em situação de oprimidos.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Marcos 16, 15-20 Aparições de Jesus ressuscitado.
15 Então Jesus disse-lhes: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade. 16 Quem acreditar e for batizado, será salvo. Quem não acreditar, será condenado. 17 Os sinais que acompanharão aqueles que acreditarem são estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18 se pegarem cobras ou beberem algum veneno, não sofrerão nenhum mal; quando colocarem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados.” 19 Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20 Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e, por meio dos sinais que os acompanhavam, provava que o ensinamento deles era verdadeiro.
Comentário:
* 9-20: Este trecho difere muito do livro até aqui; por isso é considerado obra de outro autor. Os cristãos da primeira geração provavelmente quiseram completar o livro de Marcos com um resumo das aparições de Jesus e uma apresentação global da missão da Igreja. Parece que se inspiraram no último capítulo de Mateus (28,18-20), em Lucas (24,10-53), em João (20,11-23) e no início do livro dos Atos dos Apóstolos (1,4-14).
Embora seja acréscimo de retalhos tomados de outros escritos do Novo Testamento, o trecho conserva o pensamento de Marcos, isto é: os discípulos devem continuar a ação de Jesus.
Marcos não era um dos apóstolos de Jesus, mas, segundo a tradição, pertencia a uma família de Jerusalém que pôs sua casa à disposição dos primeiros cristãos (At 12,12-16) e acompanhou o apóstolo Paulo em sua primeira viagem missionária (At 12,25; 13,5). Desentendendo-se com Paulo, passa então a acompanhar Pedro, ajudando-o durante a sua prisão em Roma, algo que depois se repetiu com Paulo (cf. 2Tm 4,11). Provavelmente nesse período, escreveu o Evangelho que leva seu nome, a partir da tradição oral que chegou até ele ao escutar os que viveram e conviveram com Jesus. Por isso, o foco central de sua obra é mostrar quem é Jesus, através da experiência de seus discípulos. Seu Evangelho foi o primeiro a ser escrito, servindo como base para Mateus e Lucas, os chamados Evangelhos sinóticos.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
João 6, 52-59 Jesus é o pão que sustenta para sempre.
* 51 E Jesus continuou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.”
52 As autoridades dos judeus começaram a discutir entre si: “Como pode esse homem dar-nos a sua carne para comer?” 53 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: se vocês não comem a carne do Filho do Homem e não bebem o seu sangue, não terão a vida em vocês. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim e eu vivo nele. 57 E como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, assim, aquele que me receber como alimento viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que os pais de vocês comeram e depois morreram. Quem come deste pão viverá para sempre.”
59 Jesus disse essas coisas quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.
Comentário:
* 51-59: A vida definitiva se encontra justamente na condição humana de Jesus (carne): Jesus é o Filho de Deus que se encarnou para dar vida aos homens, isto é, para viver em favor dos homens. A vida definitiva começa quando os homens, comprometendo-se com Jesus, aceitam a própria condição humana e vivem em favor dos outros. E Jesus dá um passo além: ele vai oferecer sua própria vida (carne e sangue) em favor dos homens. Por isso, o compromisso com Jesus exige que também o fiel esteja disposto a dar a própria vida em favor dos outros.
A Eucaristia é o sacramento que manifesta eficazmente na comunidade esse compromisso com a encarnação e a morte de Jesus.
A união plena do discípulo com o Mestre acontece na ceia sagrada, mais precisamente na comunhão do seu corpo e sangue partido e partilhado conosco. Quem comunga do seu corpo, comunga da sua missão, por isso viverá por causa de Jesus e sustentado sempre por ele. Se temos Jesus em nossa vida, nada nos pode ameaçar ou amedrontar, pois sabemos que não morreremos jamais. A Eucaristia, corpo e sangue de Cristo, é verdadeira comida e verdadeira bebida. Não é símbolo ou representação, não é encenação ou teatro. Por isso nossa participação na Eucaristia é um ato de fé exigente e comprometedor. Não podemos participar da missa e comungar se não estivermos em comunhão com o corpo de Cristo (a Igreja), ou se não nos sentirmos plenamente preparados. Por isso a Igreja pede que façamos sempre um exame de consciência antes de comungar e, caso necessário, procuremos o sacramento da penitência.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
João 6, 44-51 Jesus é o pão da vida.
44 Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai, e eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: ‘Todos os homens serão instruídos por Deus’. Todo aquele que escuta o Pai e recebe sua instrução vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. O único que viu o Pai é aquele que vem de Deus.
47 Eu garanto a vocês: quem acredita possui a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os pais de vocês comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desceu do céu: quem dele comer nunca morrerá.”
Jesus é o pão que sustenta para sempre -* 51 E Jesus continuou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.”
Comentário:
* 35-50: Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
* 51-59: A vida definitiva se encontra justamente na condição humana de Jesus (carne): Jesus é o Filho de Deus que se encarnou para dar vida aos homens, isto é, para viver em favor dos homens. A vida definitiva começa quando os homens, comprometendo-se com Jesus, aceitam a própria condição humana e vivem em favor dos outros. E Jesus dá um passo além: ele vai oferecer sua própria vida (carne e sangue) em favor dos homens. Por isso, o compromisso com Jesus exige que também o fiel esteja disposto a dar a própria vida em favor dos outros.
A Eucaristia é o sacramento que manifesta eficazmente na comunidade esse compromisso com a encarnação e a morte de Jesus.
Seguimos meditando o discurso de Jesus como “pão vivo descido do céu”. Confrontando os judeus que exigiam um sinal, Jesus recorda que os pais deles, mesmo recebendo um sinal do céu (o maná), morreram, porque não souberam responder adequadamente ao amor de Deus. Os antepassados não foram fiéis a Deus, interpretando de modo equivocado a liberdade que ganharam ao sair do Egito. Exatamente por isso foram novamente punidos, com o exílio na Babilônia, quase mil anos depois do êxodo. Jesus dá ao povo de Israel uma nova chance de conquistar a liberdade plena, mas parece que os judeus não querem aceitar, daí a indignação do Mestre. Somente quem crê em Jesus, comungando do seu Evangelho e do seu corpo e sangue dados na Eucaristia, conquista a verdadeira liberdade e a vida eterna.
terça-feira, 21 de abril de 2026
João 6, 35-40 Jesus é o pão da vida.
* 35 Jesus disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede. 36 Eu já disse: vocês me viram e não acreditaram. 37 Todos aqueles que o Pai me dá, virão a mim. E eu nunca rejeitarei aquele que vem a mim, 38 pois eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim para fazer a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia. 40 Esta é a vontade do meu Pai: que todo homem que vê o Filho e nele acredita, tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”
Comentário:
* 35-50: Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
No Evangelho de hoje, temos uma verdadeira catequese mistagógica, ou seja, que nos ajuda a adentrar no mistério de Cristo e de sua missão no mundo. Jesus expõe de modo muito claro e objetivo que ele é o pão da vida, que quem nele crer terá a vida eterna, ou seja, ressuscitará no último dia, nunca mais sentindo fome ou sede, material ou espiritual. Essa é a vontade de Deus Pai, pois é ele quem envia o Filho ao mundo para redimir a humanidade do pecado cometido por Adão e que manchou todos os seus descendentes. A opção por acreditar no “pão da vida”, porém, é livre. Ele nos transmitiu o seu ensinamento, deixou-nos o seu testemunho, deu-nos muitos sinais, mas depende de cada ser humano a decisão de acreditar ou não, de segui-lo ou não, afirmando que quem o procura, jamais será rejeitado ou abandonado. E você, acredita de verdade no Filho de Deus? Como manifesta essa fé no seu dia a dia?
segunda-feira, 20 de abril de 2026
João 6, 30-35 Deus dá um pão que sustenta para sempre.
30 Eles perguntaram: “Que sinal realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Qual é a tua obra? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como diz a Escritura: ‘Ele deu-lhes um pão que veio do céu’ “.
32 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: Moisés não deu para vocês o pão que veio do céu. É o meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro pão que vem do céu, 33 porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.” 34 Então eles pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão.”
Jesus é o pão da vida -* 35 Jesus disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede.
Comentário:
* 22-34: A multidão procura Jesus, desejando continuar na situação de abundância, isto é, governada por um líder político que decide e providencia tudo, sem exigir esforço. Jesus mostra que essa não é a solução; é preciso buscar a vida plena, mas isso exige o empenho do homem. Além do alimento que sustenta a vida material, é necessária a adesão pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva.
Pedindo um milagre como o do maná do deserto, a multidão impõe condições para aceitar Jesus. Mas o desejo da multidão fica sem efeito, se ela não se compromete com Jesus, o pão da vida que dura para sempre.
* 35-50: Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
O Salmo 78,24 diz: “Abriu as portas do céu, fazendo chover sobre eles maná para comer, e lhes deu trigo do céu”. A esse sinal extraordinário de Deus no deserto fazem referência os judeus, exigindo, assim, que Jesus também dê um sinal semelhante para provar sua divindade. Obviamente, querem provocá-lo, pois os sinais que Jesus deu são semelhantes a esse, por exemplo, na multiplicação dos pães e peixes. Por mais sinais materiais que Jesus dê, os judeus são incapazes de crer, porque têm o coração endurecido e os olhos vendados. Jesus é o verdadeiro “maná”, que veio do céu para alimentar de modo definitivo. Ele é o pão da vida, quem dele se alimentar nunca mais terá fome ou sede. E nós podemos nos alimentar dele todos os dias, participando da missa e comungando do seu corpo e sangue consagrados e distribuídos a todos no sacramento da Eucaristia.
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