quarta-feira, 22 de abril de 2026
João 6, 44-51 Jesus é o pão da vida.
44 Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai, e eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: ‘Todos os homens serão instruídos por Deus’. Todo aquele que escuta o Pai e recebe sua instrução vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. O único que viu o Pai é aquele que vem de Deus.
47 Eu garanto a vocês: quem acredita possui a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os pais de vocês comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desceu do céu: quem dele comer nunca morrerá.”
Jesus é o pão que sustenta para sempre -* 51 E Jesus continuou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.”
Comentário:
* 35-50: Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
* 51-59: A vida definitiva se encontra justamente na condição humana de Jesus (carne): Jesus é o Filho de Deus que se encarnou para dar vida aos homens, isto é, para viver em favor dos homens. A vida definitiva começa quando os homens, comprometendo-se com Jesus, aceitam a própria condição humana e vivem em favor dos outros. E Jesus dá um passo além: ele vai oferecer sua própria vida (carne e sangue) em favor dos homens. Por isso, o compromisso com Jesus exige que também o fiel esteja disposto a dar a própria vida em favor dos outros.
A Eucaristia é o sacramento que manifesta eficazmente na comunidade esse compromisso com a encarnação e a morte de Jesus.
Seguimos meditando o discurso de Jesus como “pão vivo descido do céu”. Confrontando os judeus que exigiam um sinal, Jesus recorda que os pais deles, mesmo recebendo um sinal do céu (o maná), morreram, porque não souberam responder adequadamente ao amor de Deus. Os antepassados não foram fiéis a Deus, interpretando de modo equivocado a liberdade que ganharam ao sair do Egito. Exatamente por isso foram novamente punidos, com o exílio na Babilônia, quase mil anos depois do êxodo. Jesus dá ao povo de Israel uma nova chance de conquistar a liberdade plena, mas parece que os judeus não querem aceitar, daí a indignação do Mestre. Somente quem crê em Jesus, comungando do seu Evangelho e do seu corpo e sangue dados na Eucaristia, conquista a verdadeira liberdade e a vida eterna.
terça-feira, 21 de abril de 2026
João 6, 35-40 Jesus é o pão da vida.
* 35 Jesus disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede. 36 Eu já disse: vocês me viram e não acreditaram. 37 Todos aqueles que o Pai me dá, virão a mim. E eu nunca rejeitarei aquele que vem a mim, 38 pois eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim para fazer a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia. 40 Esta é a vontade do meu Pai: que todo homem que vê o Filho e nele acredita, tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.”
Comentário:
* 35-50: Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
No Evangelho de hoje, temos uma verdadeira catequese mistagógica, ou seja, que nos ajuda a adentrar no mistério de Cristo e de sua missão no mundo. Jesus expõe de modo muito claro e objetivo que ele é o pão da vida, que quem nele crer terá a vida eterna, ou seja, ressuscitará no último dia, nunca mais sentindo fome ou sede, material ou espiritual. Essa é a vontade de Deus Pai, pois é ele quem envia o Filho ao mundo para redimir a humanidade do pecado cometido por Adão e que manchou todos os seus descendentes. A opção por acreditar no “pão da vida”, porém, é livre. Ele nos transmitiu o seu ensinamento, deixou-nos o seu testemunho, deu-nos muitos sinais, mas depende de cada ser humano a decisão de acreditar ou não, de segui-lo ou não, afirmando que quem o procura, jamais será rejeitado ou abandonado. E você, acredita de verdade no Filho de Deus? Como manifesta essa fé no seu dia a dia?
segunda-feira, 20 de abril de 2026
João 6, 30-35 Deus dá um pão que sustenta para sempre.
30 Eles perguntaram: “Que sinal realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Qual é a tua obra? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como diz a Escritura: ‘Ele deu-lhes um pão que veio do céu’ “.
32 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: Moisés não deu para vocês o pão que veio do céu. É o meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro pão que vem do céu, 33 porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.” 34 Então eles pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão.”
Jesus é o pão da vida -* 35 Jesus disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede.
Comentário:
* 22-34: A multidão procura Jesus, desejando continuar na situação de abundância, isto é, governada por um líder político que decide e providencia tudo, sem exigir esforço. Jesus mostra que essa não é a solução; é preciso buscar a vida plena, mas isso exige o empenho do homem. Além do alimento que sustenta a vida material, é necessária a adesão pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva.
Pedindo um milagre como o do maná do deserto, a multidão impõe condições para aceitar Jesus. Mas o desejo da multidão fica sem efeito, se ela não se compromete com Jesus, o pão da vida que dura para sempre.
* 35-50: Jesus se apresenta como aquele que veio de Deus para dar a vida definitiva aos homens. Seus adversários não admitem que um homem possa ter origem divina e, portanto, possa dar a vida definitiva.
O Salmo 78,24 diz: “Abriu as portas do céu, fazendo chover sobre eles maná para comer, e lhes deu trigo do céu”. A esse sinal extraordinário de Deus no deserto fazem referência os judeus, exigindo, assim, que Jesus também dê um sinal semelhante para provar sua divindade. Obviamente, querem provocá-lo, pois os sinais que Jesus deu são semelhantes a esse, por exemplo, na multiplicação dos pães e peixes. Por mais sinais materiais que Jesus dê, os judeus são incapazes de crer, porque têm o coração endurecido e os olhos vendados. Jesus é o verdadeiro “maná”, que veio do céu para alimentar de modo definitivo. Ele é o pão da vida, quem dele se alimentar nunca mais terá fome ou sede. E nós podemos nos alimentar dele todos os dias, participando da missa e comungando do seu corpo e sangue consagrados e distribuídos a todos no sacramento da Eucaristia.
domingo, 19 de abril de 2026
João 6, 22-29 Deus dá um pão que sustenta para sempre.
-* 22 No dia seguinte, a multidão, que tinha ficado do outro lado do mar, viu que aí havia só uma barca. Viu também que Jesus não tinha subido na barca com os discípulos e que eles tinham ido sozinhos. 23 Então chegaram outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois que o Senhor agradeceu a Deus. 24 Quando a multidão viu que nem Jesus nem os discípulos estavam aí, as pessoas subiram nas barcas e foram procurar Jesus em Cafarnaum.
25 Quando encontraram Jesus no outro lado do lago, perguntaram: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: vocês estão me procurando, não porque viram os sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. 27 Não trabalhem pelo alimento que se estraga; trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna. É este alimento que o Filho do Homem dará a vocês, porque foi ele quem Deus Pai marcou com seu selo.”
28 Então eles perguntaram: “O que é que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29 Jesus respondeu: “A obra de Deus é que vocês acreditem naquele que ele enviou.”
Comentário:
* 22-34: A multidão procura Jesus, desejando continuar na situação de abundância, isto é, governada por um líder político que decide e providencia tudo, sem exigir esforço. Jesus mostra que essa não é a solução; é preciso buscar a vida plena, mas isso exige o empenho do homem. Além do alimento que sustenta a vida material, é necessária a adesão pessoal a Jesus para que essa vida se torne definitiva.
Pedindo um milagre como o do maná do deserto, a multidão impõe condições para aceitar Jesus. Mas o desejo da multidão fica sem efeito, se ela não se compromete com Jesus, o pão da vida que dura para sempre.
Jesus, o “pão da vida”, fornece o alimento material, mas garante, sobretudo, o alimento espiritual, aquele que “dura para uma vida eterna”. No Evangelho de hoje, vemos contrapostas a mentalidade do mundo, que busca apenas a saciedade e o prazer físico, e a mentalidade cristã, que almeja coisas maiores, do alto, que vão muito além do material. Para merecermos o “pão vivo” que alimenta o corpo e o espírito, nos é exigida a fé no Filho do Homem, aceitando o seu Evangelho e imitando-o na vivência do amor a Deus e ao próximo.
sábado, 18 de abril de 2026
Lucas 24, 13-35 Jesus caminha com os homens.
-* 13 Nesse mesmo dia, dois discípulos iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam a respeito de tudo o que tinha acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: “O que é que vocês andam conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste. 18 Um deles, chamado Cléofas, disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que aí aconteceu nesses últimos dias?” 19 Jesus perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em ação e palavras, diante de Deus e de todo o povo. 20 Nossos chefes dos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que fosse ele o libertador de Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que tudo isso aconteceu! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo, 23 e não encontraram o corpo de Jesus. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos, e estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo, e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas ninguém viu Jesus.”
25 Então Jesus disse a eles: “Como vocês custam para entender, e como demoram para acreditar em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Messias não devia sofrer tudo isso, para entrar na sua glória?” 27 Então, começando por Moisés e continuando por todos os Profetas, Jesus explicava para os discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.
28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando.” Então Jesus entrou para ficar com eles. 30 Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão e abençoou, depois o partiu e deu a eles. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram, e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles.
32 Então um disse ao outro: “Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33 Na mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze, reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou, e apareceu a Simão!” 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus quando ele partiu o pão.
Comentário:
* 13-35: Lucas salienta os “lugares” da presença de Jesus ressuscitado. Primeiro, ele continua a caminhar entre os homens, solidarizando-se com seus problemas e participando de suas lutas. Segundo, Jesus está presente no anúncio da Palavra das Escrituras, que mostra o sentido da sua vida e ação. Terceiro, na celebração eucarística, onde o pão repartido relembra o dom da sua vida e refontiza a partilha e a fraternidade, que estão no cerne do seu projeto.
Dois discípulos tristonhos retornam de Jerusalém após o drama da paixão e morte do Mestre. Parecia tudo acabado, não havia mais esperança. Só restava agora voltar à vidinha do dia a dia. Durante a caminhada, o Ressuscitado se aproxima e caminha com os dois, mas eles não o reconhecem. Os três meditam sobre a Escritura e a confrontam com os últimos acontecimentos. Iluminados pela Palavra, começam a entender tudo o que aconteceu. Ao partir o pão, reconheceram-no e perceberam que o “coração ardia” enquanto conversavam sobre a Escritura. A morte eliminou a pessoa de Jesus, mas sua mensagem e seu projeto continuam vivos até nossos dias. Entenderam que ele continua vivo e presente na caminhada do dia a dia, no diálogo fraterno e na partilha do pão. Onde se reparte o pão, Jesus Cristo está presente. Entenderam que o que estava morto vive novamente e vem ao nosso encontro. A fé deles vai despertando e ficando cada vez mais clara. Jesus voltou ao Pai, mas sem abandonar a humanidade.
1 Pedro 1, 17-21 Libertos para a vida nova.
17 Vocês chamam Pai àquele que não faz distinção entre as pessoas, mas que julga cada um segundo as próprias obras. Portanto, comportem-se com temor durante esse tempo em que se acham fora da pátria. 18 Pois vocês sabem que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata nem ouro, que vocês foram resgatados da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. 19 Vocês foram resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como o de um cordeiro sem defeito e sem mancha. 20 Ele era conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado no fim dos tempos por causa de vocês. 21 Por meio dele é que vocês acreditam em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus.
Comentário:
* 13-21: O texto apresenta o código cristão da santidade. Pela conversão e batismo, o cristão começa uma vida nova que, por uma série de motivos, exige constante empenho de santificação: imitação da santidade de Deus que o chamou à fé; perspectiva do julgamento conforme as obras de cada um; o caro resgate realizado por Jesus Cristo. O clima da vida cristã é apresentado aqui como permanente conversão: de escravos do mundo e das paixões, os cristãos foram libertos por Cristo para serem filhos de Deus, que se reúnem formando nova família. Para os que vivem num ambiente onde são discriminados, humilhados e até perseguidos, essa é a base fundamental para que eles se sintam em casa e possam enfrentar o clima hostil.
João 6, 16-21 Não tenham medo!
* 16 Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram ao mar. 17 Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já era noite, e Jesus ainda não tinha ido ao encontro deles. 18 Soprava vento forte e o mar estava agitado. 19 Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco ou seis quilômetros, quando viram Jesus andando sobre as águas e aproximando-se da barca. Então ficaram com medo, 20 mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenham medo.” 21 Eles quiseram recolher Jesus na barca, mas nesse instante a barca chegou à margem para onde estavam indo.
Comentário:
* 16-21: A proposta de Jesus não é entendida pela multidão e é mal interpretada pelos discípulos. A multidão quer fazê-lo rei, o Messias da abundância. Os discípulos se retiram, talvez pretendendo voltar à vida de antes. Jesus vai ao encontro deles, e a crise é superada, embora não completamente resolvida.
Após a multiplicação dos pães, Jesus caminha sobre as águas, mostrando duplamente a sua divindade e preparando assim o leitor para compreender a sobrenaturalidade da Eucaristia, discurso que virá a seguir. Novamente, vemos a referência à noite, frequente em João para sinalizar que Jesus estava ausente, ou seja, a “luz do mundo” não estava presente. Sem a luz, encontramo-nos na escuridão; assim como sem Jesus encontramo-nos como que em meio à tempestade, ameaçados pelos ventos fortes e pela agitação da sociedade ateia. Só Jesus nos traz segurança. Dissipamos o medo e chegamos à terra firme somente quando o encontramos. Jesus nos conduz pela passagem do mar Vermelho definitivamente, libertando-nos de uma vez por todas e nos conduzindo à verdadeira Terra Prometida, que é o Reino dos Céus.
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