quinta-feira, 7 de maio de 2026
João 15, 12-17 O fruto do discípulo é o amor.
12 O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês. 13 Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos. 14 Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando. 15 Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai. 16 Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês. Eu os destinei para ir e dar fruto, e para que o fruto de vocês permaneça. O Pai dará a vocês qualquer coisa que vocês pedirem em meu nome. 17 O que eu mando é isto: amem-se uns aos outros.”
Comentário:
* 7-17: O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma adesão de servos que obedeçam a um senhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos. A missão da comunidade não nasce da obediência a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que é testemunhar o amor de Deus que quer dar vida.
No Evangelho que meditamos ontem, Jesus afirmou que quem guarda os seus mandamentos permanece no seu amor. Hoje ele nos dá um novo mandamento, ou melhor, um mandamento que resume todos os preceitos judaicos e toda a nova lei presente no Sermão da montanha. Este mandamento supremo é o amor: amar ao próximo como o próprio Jesus nos amou, entregando sua vida na cruz para nos salvar. Jesus nos revelou o Pai de modo pleno e definitivo, como um irmão e amigo. Ele nos escolheu e nos orientou para que o imitássemos na prática do amor ao próximo. Ser discípulo de Cristo, portanto, implica a doação total de si no amor. Ser cristão significa amar ao próximo, mesmo sem conhecê-lo, assim como fez o nosso Mestre e Senhor. É nessa ação que manifestaremos e colheremos os frutos da alegria e da vida eterna.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
João 15,9-11 O fruto do discípulo é o amor.
9 Assim como meu Pai me amou, eu também amei vocês: permaneçam no meu amor. 10 Se vocês obedecem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu obedeci aos mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11 Eu disse isso a vocês para que minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.
Comentário:
* 7-17: O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma adesão de servos que obedeçam a um senhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos. A missão da comunidade não nasce da obediência a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que é testemunhar o amor de Deus que quer dar vida.
A melhor forma de manifestarmos nosso amor a Jesus Cristo é seguindo os seus mandamentos: os dez mandamentos do Antigo Testamento e as oito bem-aventuranças que ensinou no Sermão da montanha e que se tornam a nova lei do amor. É importante recordar que o amor de Cristo consiste na generosidade, no sacrifício e na comunhão. A generosidade envolve a gratuidade e a universalidade; o sacrifício compreende o perdão, o serviço e a fidelidade, assim como a comunhão exige a partilha, a solidariedade e a compaixão. Muito mais do que um simples sentimento, o amor manifestado por Jesus, que no fundo é o próprio ser de Deus, equivale ao dom de si a Deus e ao próximo. É um amor que transforma e enche de alegria, um amor que gera vida nova e determina todas as nossas ações. Um amor comprometido, que exige obediência e perseverança. Um amor que conduz a Deus e nos enche de alegria, paz e vivacidade.
terça-feira, 5 de maio de 2026
João 15, 1-8 Quem está unido a Jesus produz frutos.
* 1 “Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que não dá fruto em mim, o Pai o corta. Os ramos que dão fruto, ele os poda para que deem mais fruto ainda. 3 Vocês já estão limpos por causa da palavra que eu lhes falei. 4 Fiquem unidos a mim, e eu ficarei unido a vocês. O ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto. Vocês também não poderão dar fruto, se não ficarem unidos a mim. 5 Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada. 6 Quem não fica unido a mim será jogado fora como um ramo, e secará. Esses ramos são ajuntados, jogados no fogo e queimados.”
O fruto do discípulo é o amor -* 7 “Se vocês ficam unidos a mim e minhas palavras permanecem em vocês, peçam o que quiserem e será concedido a vocês. 8 A glória de meu Pai se manifesta quando vocês dão muitos frutos e se tornam meus discípulos.
Comentário:
* 1-6: A comunidade cristã não é uma instituição, mas uma participação na vida de Jesus. Unido a Jesus, cada membro é chamado a testemunhá-lo, colocando a comunidade em contínua expansão e crescimento.
* 7-17: O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma adesão de servos que obedeçam a um senhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos. A missão da comunidade não nasce da obediência a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que é testemunhar o amor de Deus que quer dar vida.
Depois de afirmar que quem escuta e aceita a sua Palavra demonstra que ama a Deus e por isso é por ele amado, Jesus vai além e afirma que somente quem aceita a Palavra e a faz frutificar é digno de ser seu discípulo. Para permanecermos unidos ao Mestre, é preciso que façamos sua Palavra germinar, produzir frutos e, assim, “alimentar” o povo. O discipulado, portanto, está intimamente unido à ação, ao fazer render dez, cinquenta, cem vezes mais os talentos (ensinamento) que Jesus nos deixou. Para que isso seja possível, precisamos estar unidos a ele, como o ramo está em contato com o tronco.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
João 14, 27-31 A paz que só Jesus pode dar.
* 27 “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que eu dou para vocês não é a paz que o mundo dá. Não fiquem perturbados, nem tenham medo. 28 Vocês ouviram o que eu disse: ‘Eu vou, mas voltarei para vocês’. Se vocês me amassem, ficariam alegres porque eu vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Eu lhes digo isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês acreditem. 30 Já não tenho muito tempo para falar com vocês, pois o príncipe deste mundo está chegando. Ele não tem poder sobre mim, 31 mas vem para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, e é por isso que faço tudo o que o Pai me mandou. Levantem-se. Vamos sair daqui.”
Comentário:
* 27-31: Jesus fala de paz e alegria no momento em que sua morte está para acontecer. Paz é a plena realização humana. Ela só é possível se aquele que rege uma sociedade desumana for destituído de poder. A morte de Jesus realiza a paz. Todo martírio é participação nessa luta vitoriosa de Jesus e, portanto, causa de paz e alegria.
A paz que Jesus dá abraça o céu e a terra, implica todos os bens messiânicos, por isso o mundo não a pode dar e por isso não existe verdadeira paz sem a presença de Deus. Na sua Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, o papa Francisco recorda muito bem que “os pacíficos são fonte de paz, constroem paz e amizade social. Àqueles que cuidam de semear a paz por todo o lado, Jesus faz-lhes uma promessa maravilhosa: ‘serão chamados filhos de Deus’ (Mt 5,9). Aos discípulos, pedia-lhes que, ao chegar a uma casa, dissessem: ‘A paz esteja nesta casa!’ (Lc 10,5). A Palavra de Deus exorta cada crente a procurar, juntamente ‘com todos’, a paz, pois ‘é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos que trabalham pela paz’ (Tg 3,18)” (GE, n. 89).
domingo, 3 de maio de 2026
João 14, 21-26 O Espírito Santo continua a obra de Jesus.
21 Quem aceita os meus mandamentos e a eles obedece, esse é que me ama. E quem me ama, será amado por meu Pai. Eu também o amarei e me manifestarei a ele.”
22 Judas, não o Iscariotes, perguntou: “Senhor, por que vais manifestar-te a nós e não ao mundo?” 23 Jesus respondeu: “Se alguém me ama, guarda a minha palavra, e meu Pai o amará. Eu e meu Pai viremos e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não me ama, não guarda as minhas palavras. E a palavra que vocês ouvem não é minha, mas é a palavra do Pai que me enviou. 25 Essas são as coisas que eu tinha para dizer estando com vocês. 26 Mas o Advogado, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ele ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse.”
Comentário:
* 15-26: Advogado é alguém que defende uma causa. Jesus envia o Espírito Santo como advogado da comunidade cristã. O Espírito é a memória de Jesus que continua sempre viva e presente na comunidade. Ele ajuda a comunidade a manter e a interpretar a ação de Jesus em qualquer tempo e lugar. O Espírito também leva a comunidade a discernir os acontecimentos para continuar o processo de libertação, distinguindo o que é vida e o que é morte, e realizando novos atos de Jesus na história.
Jesus promete enviar aos discípulos um Advogado, que estará com eles para sempre. Este Advogado é o Espírito Santo, que instrui a comunidade cristã e atualiza a cada dia a mensagem de Jesus. Algumas traduções da Bíblia usam o termo grego para Advogado, “Paráclito” (parakletos), que significa igualmente “intercessor”, “defensor” ou “consolador”. O primeiro “Paráclito”, portanto, é o próprio Jesus Cristo. Mas, para não deixar seus discípulos órfãos, após a sua ascensão ao céu, Jesus enviará um novo Paráclito, que é o Espírito Santo, terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele nos faz recordar a cada dia o amor que Deus tem por nós e o amor que nós devemos manter por ele, guardando a Palavra de Jesus. É esse mesmo Espírito que mantém a Igreja unida ao longo dos séculos, impulsionando-a a fazer coisas boas e a evangelizar todos os povos.
sábado, 2 de maio de 2026
João 14, 1-12 Jesus é o caminho que leva ao Pai.
* 1 Jesus continuou dizendo: “Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. 2 Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. 3 E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. 4 E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho.” 5 Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho?” 6 Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7 Se vocês me conhecem, conhecerão também o meu Pai. Desde agora vocês o conhecem e já o viram.”
8 Filipe disse a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso basta para nós.” 9 Jesus respondeu: “Faz tanto tempo que estou no meio de vocês, e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que você diz: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Você não acredita que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que digo a vocês, não as digo por mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim, ele é que realiza suas obras. 11 Acreditem em mim: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditem nisso, ao menos por causa destas obras. 12 Eu garanto a vocês: quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai.
Comentário:
* 14,1-14: Jesus é o verdadeiro caminho para a vida. Através da encarnação, Deus, doador da vida, se manifesta inteiramente na pessoa e ação de Jesus. A comunidade que segue Jesus não caminha para o fracasso, pois a meta é a vida. Jesus não apresenta apenas uma utopia, mas convida a percorrer um caminho historicamente concreto. Inspirada nos sinais que Jesus realizou, a comunidade criará novos sinais dentro do mundo, abrindo espaços de esperança e vida fraterna.
O Mestre está preparando seus seguidores para quando ele for embora. Somente Jesus pode dizer “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Entendendo isso, não há motivo para tanta perturbação. Ele volta para o Pai, e agora eles conhecem o caminho para chegar a Deus. Jesus garante que há um lugar para todos junto ao Pai celeste. Seus ouvintes sabem do compromisso com a vida que ele defendeu todo o tempo que esteve com eles. O Mestre revela a própria presença do Pai: vendo o Mestre, vemos o Pai; conhecendo Jesus, conhecemos a Deus. As credenciais que Jesus apresenta para acreditar nele são sua vida, suas palavras e suas obras. Cada cristão deveria ser o rosto encarnado de Deus. Uma comunidade cristã se assemelha a Jesus quando conduz a Deus, proclama a verdade de Jesus e defende a vida de todos.
1 Pedro 2, 4-9 Cristãos: o povo sacerdotal.
* 4 Aproximem-se do Senhor, a pedra viva rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. 5 Do mesmo modo, vocês também, como pedras vivas, vão entrando na construção do templo espiritual, e formando um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais que Deus aceita por meio de Jesus Cristo. 6 De fato, nas Escrituras se lê: “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. Quem nela acreditar não ficará confundido.” 7 Isto é: para vocês que acreditam, ela será tesouro precioso; mas, para os que não acreditam, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, 8 uma pedra de tropeço e uma rocha que faz cair. Eles tropeçam porque não acreditam na Palavra, pois foram para isso destinados.
9 Vocês, porém, são raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido por Deus, para proclamar as obras maravilhosas daquele que chamou vocês das trevas para a sua luz maravilhosa.
Comentário:
* 4-10: A situação dos cristãos imigrantes em terras estrangeiras é a mesma de Jesus, que foi descartado pelos homens como pedra inútil. Mas, como Jesus ressuscitou e se tornou a pedra viva, do mesmo modo os cristãos menosprezados se tornam pedras vivas que, unidas a Cristo, formam o templo vivo, onde todos são sacerdotes, oferecendo os sacrifícios que são agradáveis a Deus, através da própria vida. Agora, já não há outros entre Deus e seu povo: todos participam da única mediação sacerdotal de Cristo. Os cristãos não só têm uma casa, mas eles mesmos são essa casa; são o verdadeiro povo que dá testemunho das obras maravilhosas de Deus.
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