segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Lucas 12, 35-38 Vigilância e responsabilidade.
* 35 “Estejam com os rins cingidos e com as lâmpadas acesas. 36 Sejam como homens que estão esperando o seu senhor voltar da festa de casamento: tão logo ele chega e bate, eles imediatamente vão abrir a porta. 37 Felizes dos empregados que o senhor encontra acordados quando chega. Eu garanto a vocês: ele mesmo se cingirá, os fará sentar à mesa, e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os encontra!
Comentário:
* 35-48: Esperando continuamente a chegada imprevisível do Senhor que serve, a comunidade cristã permanece atenta, concretizando a busca do Reino através da prontidão para o serviço fraterno. Os vv. 41-46 mostram que isso vale ainda mais para os dirigentes da comunidade, que receberam de Jesus o encargo de servir, provendo às necessidades da comunidade. A responsabilidade é ainda maior, quando se sabe o que deve ser feito (vv. 47-48).
A “vigilância” é o tema central da liturgia de hoje. Na Bíblia, vigiar equivale a não ceder à preguiça ou ao desânimo (como os que dormem); significa escutar a vontade de Deus e responder sim em toda ocasião. Em diversos trechos da Sagrada Escritura, somos convidados a vigiar, rezar e dar graças constantemente, como no Evangelho que hoje meditamos. Apesar de pequeno, este trecho é carregado de símbolos e referências. Os “rins cingidos”, por exemplo, lembram a atitude dos hebreus em vias de deixar o Egito (Ex 12,11), enquanto as “lâmpadas acesas” remetem à parábola das dez virgens (Mt 25,1-13). Tudo isso mostra que a vida do cristão deve ser inteiramente voltada para preparar o encontro com o Senhor, numa espera vigilante, ou seja, ativa e perseverante. Mesmo que esta espera seja longa, devemos saber esperar, pois assim seremos “bem-aventurados” ou felizes (v. 37). E nós, vivemos em atitude de espera vigilante?
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