sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Lucas 11, 27-28 A verdadeira felicidade.

* 27 Enquanto Jesus dizia essas coisas, uma mulher levantou a voz no meio da multidão, e lhe disse: “Feliz o ventre que te carregou, e os seios que te amamentaram.” 28 Jesus respondeu: “Mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.” Comentário: * 27-28: Acolher a palavra de Jesus é dom maior do que o simples fato de ser mãe dele. Poderíamos interpretar o Evangelho de hoje como o primeiro sinal da devoção mariana, que ao longo dos séculos marcou a espiritualidade cristã. Não há dúvidas de que Maria teve sempre um papel de destaque na comunidade cristã, não só por gerar Jesus e dar à luz o Filho de Deus, sendo, portanto, Mãe de Deus (primeiro dogma da Igreja, estabelecido já no ano 431, pelo Concílio de Éfeso), mas por sustentar a Igreja nascente, como vemos narrado pelo mesmo Lucas, mas no seu segundo livro, os Atos dos Apóstolos: “Todos tinham os mesmos sentimentos e perseveravam em oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus” (At 1,14). A estima por Nossa Senhora desde o início do cristianismo é, certamente, muito grande, daí Lucas dar voz a uma mulher da multidão para elogiar Maria. A resposta de Jesus amplifica tal elogio, afirmando que Maria é “feliz” (bem-aventurada) por ser mãe biológica e por ser a primeira fiel discípula do Mestre. Temos, portanto, o maior elogio que ela poderia ter recebido, pois são palavras do próprio Filho. A devoção mariana hoje apenas dá eco e continuidade ao amor que a Igreja, desde as suas origens, cultivou pelo ventre que gerou o Messias.

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