segunda-feira, 20 de julho de 2026
Mateus 12, 46-50 Uma nova geração.
* 46 Jesus ainda estava falando às multidões. Sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo.” 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos, 50 pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
Comentário:
* 46-50: Cf. nota em Mc 3,31-35. Mateus salienta que a família de Jesus são os seus discípulos, isto é, a comunidade que já se dispôs a segui-lo. São eles que aprendem os ensinamentos de Jesus, para levá-los aos outros; são eles que trilham o caminho da vontade do Pai, isto é, a obediência à radicalização da Lei proposta por Jesus. Desse modo, começa nova geração, diferente da geração má dos fariseus.
No hebraico antigo, a palavra “mãe” (ima) se escrevia com a junção das letras alef (cabeça de touro, que representa a força) e mem (ondas, que representam a água), significando “água forte”, nome dado à “cola” ou “gosma” que surgia quando se fervia o couro e que era usada para construir, fixar, unir ou consertar as tendas. É importante recordar que os israelitas eram um povo nômade, vivendo por anos em tendas. Assim como a “água forte” dava sustento e mantinha a tenda em pé, “mãe” é aquela que sustenta e une, neste caso, a família (sua casa ou lar); aquela que mantém todos protegidos debaixo da sua “tenda”. No Evangelho de hoje, não vemos desprezo de Jesus pela sua “ima”, pela sua Mãe, mas sim o rosto materno de Deus que sustenta e une uma nova família, muito maior. Deus é a “água forte” que une todos os que se identificam com Jesus, que estão dentro de casa (sob a tenda) ao lado dele e que aceitam fazer a vontade do Pai.
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