terça-feira, 28 de julho de 2026
João 11, 19-27 Jesus é a ressurreição e a vida.
19 Muitos judeus tinham ido à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20 Quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi ao encontro dele. Maria, porém, ficou sentada em casa.
21 Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas ainda agora eu sei: tudo o que pedires a Deus, ele te dará.” 23 Jesus disse: “Seu irmão vai ressuscitar.” 24 Marta disse: “Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia.” 25 Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e acredita em mim, não morrerá para sempre. Você acredita nisso?” 27 Ela respondeu: “Sim, Senhor. Eu acredito que tu és o Messias, o Filho de Deus que devia vir a este mundo.”
Comentário:
* 17-27: Jesus se apresenta como a ressurreição e a vida, mostrando que a morte é apenas uma necessidade física. Para a fé cristã a vida não é interrompida com a morte, mas caminha para a sua plenitude. A vida plena da ressurreição já está presente naqueles que pertencem à comunidade de Jesus.
Maria escuta Jesus, para com ele aprender. Marta, seduzida pelo seu ativismo e concentrada em obter bons resultados, pensa deter a verdade e saber o que é melhor para todos, por isso ousa indicar até mesmo a Jesus o que ele deve fazer e dizer. Quando acreditamos ser completos e eficientes, somos incapazes de nos aprimorar, de mudar, de melhorar. Somente a escuta e o confronto com o diferente permitem a evolução no processo dialético. Somente através da escuta é possível criar relações, comunidades e redes, pois ela é acolhedora, compreensiva, sábia. É a escuta e o diálogo que nos fazem crescer e melhorar, como tanto insiste o papa Francisco. Por isso, Jesus diz que Maria, aquela que escuta, escolheu a melhor parte.
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