sexta-feira, 3 de julho de 2026

Mateus 9, 14-17 Jesus provoca ruptura.

* 14 Então os discípulos de João se aproximaram de Jesus, e perguntaram: “Nós e os fariseus fazemos jejum. Por que os teus discípulos não fazem jejum?” 15 Jesus respondeu: “Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar de luto, enquanto o noivo está com eles? Mas chegarão dias em que o noivo será tirado do meio deles. Aí então eles vão jejuar. 16 Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa o pano, e o rasgo fica maior ainda. 17 Também não se põe vinho novo em barris velhos, senão os barris se arrebentam, o vinho se derrama e os barris se perdem. Mas vinho novo se põe em barris novos e assim os dois se conservam.” Comentário: * 14-17: Cf. nota em Mc 2,18-22. Jesus veio substituir o sistema da Lei, rigidamente seguido pelos fariseus. A justiça que vem da misericórdia abre as portas do Reino para todos. O jejum religioso tem sempre em vista o louvor a Deus. É um gesto de sacrifício e controle dos desejos a fim de alcançar o crescimento espiritual. Em todas as religiões há a prática do jejum. Os muçulmanos, por exemplo, jejuam do amanhecer ao pôr do sol no mês festivo do Ramadão, para que todos os seus pecados sejam perdoados. Os judeus fazem jejum no Dia do Perdão (Yom Kippur): do pôr do sol de um dia ao pôr do sol do outro dia, eles não comem e não bebem nada, nem mesmo água. Na Igreja Católica, o jejum quaresmal é uma prática comum desde o século IV e há uma distinção entre jejum e abstinência. O jejum é a renúncia total de comida e bebida (com exceção da água), enquanto a abstinência é abster-se de alguma coisa que seja mais cobiçada, como gesto de renúncia e penitência.

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