sexta-feira, 17 de julho de 2026
Mateus 12, 14-21 O bem do homem está acima da lei.
14 Logo depois, os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus.
A missão do Servo de Javé -* 15 Jesus soube disso, e foi embora desse lugar. Numerosas multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16 Jesus ordenou que não dissessem quem ele era. 17 Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18 “Eis aqui o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual minha alma se compraz. Colocarei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará o julgamento às nações. 19 Não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20 Não esmagará a cana quebrada, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que leve o julgamento à vitória. 21 E em seu nome as nações depositarão a sua esperança.”
Comentário:
* 9-14: Cf. nota em Mc 3,1-6. Jesus sabe que os fariseus permitem salvar um animal em dia de sábado. E propõe um caso de consciência: um homem não vale mais do que um animal?
* 15-21: Jesus não é um demagogo que exige publicidade para suas ações. Ele é o Servo de Javé, isto é, o novo mediador que traz e garante para todos os homens a salvação misericordiosa de Deus.
Reunindo-se em uma espécie de conselho, os fariseus resolvem matar Jesus, com a desculpa de que ele desrespeita a Lei e blasfema contra Deus. Na verdade, sentem seu poder ameaçado com a novidade que Jesus anuncia, pois no Reino a ordem hierárquica será invertida e o poder e a riqueza de que agora usufruem não mais existirão. Serão certamente os últimos, como Jesus anunciou. Serão condenados por não dedicarem ao próximo o amor que o Pai dedica a eles. Jesus se retira, não por medo, mas para que se cumpra a profecia de Isaías. Em breve cumprirá sua missão, a justiça triunfará e todos reconhecerão que ele é o servo amado e escolhido de Deus, seu Filho, Senhor do céu e da terra, que devolve ao mundo a esperança perdida com o pecado.
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