sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Marcos 6, 30-34 O banquete da vida.

* 30 Os apóstolos se reuniram com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Havia aí tanta gente que chegava e saía, a tal ponto que Jesus e os discípulos não tinham tempo nem para comer. Então Jesus disse para eles: “Vamos sozinhos para algum lugar deserto, para que vocês descansem um pouco.” 32 Então foram sozinhos, de barca, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitas pessoas, porém, os viram partir. Sabendo que eram eles, saíram de todas as cidades, correram na frente, a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Quando saiu da barca, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão, porque eles estavam como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar muitas coisas para eles. Comentário: * 30-44: Enquanto Herodes celebra o banquete da morte com os grandes, Jesus celebra o banquete da vida com o povo simples. Marcos não diz o que Jesus ensina, mas o grande ensinamento de toda a cena está no fato de que não é preciso muito dinheiro para comprar comida para o povo. É preciso simplesmente dar e repartir entre todos o pouco que cada um possui. Jesus projeta nova sociedade, onde o comércio é substituído pelo dom, e a posse pela partilha. Mas, para que isso realmente aconteça, é preciso organizar o povo. Dando e repartindo, todos ficam satisfeitos, e ainda sobra muita coisa. Retornando da missão, os doze contam a Jesus as maravilhas que testemunharam ao percorrer os vilarejos curando e ensinando. Estão felizes e entusiasmados para partilhar com o Mestre os resultados da missão. Sabendo do equilíbrio entre ação e meditação, Jesus então os convida para irem a um lugar tranquilo, a fim de descansarem e rezarem. A sabedoria monacal soube ler muito bem esse binômio, transformando-o em regra de vida: ora et labora (rezar e trabalhar). No nosso cotidiano, hoje, num tempo de hiperconexão e de extrema agitação, cada cristão também precisa aprender e praticar essa regra, dedicando ao longo do dia um tempo para ler e meditar a Palavra de Deus, escutando o que Deus tem a nos dizer e ao mesmo tempo expondo a ele nossas preocupações e necessidades. E isso só é possível no silêncio e recolhimento, mesmo que breve. Caso contrário, continuaremos a parecer “ovelhas sem pastor”, perdidas e desamparadas, necessitadas da misericórdia de Jesus.

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