quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Mateus 9, 14-15 Jesus provoca ruptura.

-* 14 Então os discípulos de João se aproximaram de Jesus, e perguntaram: “Nós e os fariseus fazemos jejum. Por que os teus discípulos não fazem jejum?”15 Jesus respondeu: “Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar de luto, enquanto o noivo está com eles? Mas chegarão dias em que o noivo será tirado do meio deles. Aí então eles vão jejuar. Comentário: * 14-17: Cf. nota em Mc 2,18-22. Jesus veio substituir o sistema da Lei, rigidamente seguido pelos fariseus. A justiça que vem da misericórdia abre as portas do Reino para todos. Na Bíblia, o jejum pode ser tanto individual como comunitário, em sinal de penitência, expiação dos pecados, oração intensa ou vontade firme de conseguir algo. Também marca a preparação intensa para um acontecimento importante, como nos quarenta dias de Jesus antes de começar sua missão, de Moisés no monte e de Elias no deserto. São inúmeros os textos bíblicos que mencionam o jejum, como: Ex 34,28; Lv 16,29; 1Sm 7,6; 2Sm 12,16; 1Rs 21,12; Esd 8,21; Ne 9,1; Est 4,3.16; Sl 35,13; Is 58,5ss; Dn 6,9; Dn 9,3; Jl 2,12.15; Mt 4,2; Mt 6,17ss; Mt 9,14; Mc 2,18ss; Lc 5,34; At 9,9; At 27,33. Iluminados pela Palavra de Deus e pelo convite da Igreja, provavelmente muitos de nós fizeram um propósito de abstinência para esta Quaresma. Não nos esqueçamos, porém, de que a verdadeira abstinência deve estar ligada à oração, à meditação da Palavra e à caridade. Nesse sentido, o melhor programa quaresmal que podemos fazer é dar a quem precisa o alimento ou bebida que estamos renunciando. Ou seja, converter em doação o valor renunciado, a fim de fazer o bem ao irmão e agradar a Deus. Assim estaremos cumprindo verdadeiramente o mandamento do amor a Deus e ao próximo, e estaremos preparados para bem acolher o Cristo ressuscitado.

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