sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Lucas 5, 27-32 Jesus rejeita a hipocrisia social.

* 27 Depois disso, Jesus saiu, e viu um cobrador de impostos chamado Levi, que estava na coletoria. Jesus disse para ele: “Siga-me.” 28 Levi deixou tudo, levantou-se, e seguiu a Jesus. 29 Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí numerosa multidão de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30 Os fariseus e seus doutores da Lei murmuravam, e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vocês comem e bebem com os cobradores de impostos e com pecadores?” 31 Jesus respondeu: “As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes. 32 Eu não vim para chamar justos, e sim pecadores para o arrependimento.” Comentário: * 27-32: Cf. nota em Mc 2,13-17: Os cobradores de impostos eram desprezados e marginalizados porque colaboravam com a dominação romana, cobrando imposto e, em geral, aproveitando para roubar. Jesus rompe os esquemas sociais que dividem os homens em bons e maus, puros e impuros. Chamando um cobrador de impostos para ser seu discípulo, e comendo com os pecadores, Jesus mostra que sua missão é reunir e salvar aqueles que a sociedade hipócrita rejeita como maus. Jesus é o médico das almas, que cura nossas mais profundas enfermidades, até mesmo aquelas que todos consideram incuráveis, como o mal da corrupção. Exemplo disso nos é dado no Evangelho de hoje, quando o Mestre chama Levi (Mateus) para ser seu seguidor. Mateus era um cobrador de impostos e estava a serviço do Império Romano, sendo considerado um traidor e extremamente corrupto pelos seus conterrâneos. Mas seu “sim” ao seguimento revela sua capacidade de mudar, de se converter, de deixar para trás o que poderia trazer-lhe riqueza e estabilidade material, para assumir os bens eternos. Nós, hoje, somos capazes de fazer tais renúncias para seguir o Evangelho? Neste tempo de Quaresma, que renúncia eu posso fazer em prol do meu irmão mais necessitado?

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