segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Marcos 6, 53-56 Jesus é a presença de Deus.
53 Acabando de atravessar, chegaram à terra, em Genesaré, e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Iam de toda a região, levando os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E onde ele chegava, tanto nos povoados como nas cidades ou nos campos, colocavam os doentes nas praças e pediam que pudessem ao menos tocar a barra da roupa de Jesus. E todos os que tocaram, ficaram curados.
Comentário:
* 45-56: O episódio mostra o verdadeiro Deus sendo revelado em Jesus (“Eu Sou” - cf. Ex 3,14). Os discípulos não conseguem ver a presença de Deus em Jesus, porque não entenderam o acontecimento dos pães. Para quem não entende que o comércio e a posse devem ser substituídos pelo dom e pela partilha, Jesus se torna fantasma ou apenas fazedor de milagres que provoca medo, e não a presença do Deus verdadeiro.
Há poucos dias, lemos o Evangelho em que Marcos descreve a cura da mulher que sofria de hemorragias por doze anos e que ficou curada ao tocar a veste de Jesus. A fé daquela mulher era tão grande que sabia que bastava estar próxima de Cristo, em contato com ele, para ser curada de todos os males. Pelo visto, a multidão aprendeu com o exemplo da mulher, não apenas pelo fato de procurar Jesus para o tocar, pois isso não é sinônimo de cura. O verdadeiro sinônimo da cura é a fé: todo aquele que tem fé é acolhido e saciado pelo Mestre. Este é o ensinamento maior que devemos extrair do Evangelho de hoje. Somente a fé verdadeira pode nos salvar. E quando é verdadeira, a fé é seguida de obras, como já nos ensinou o apóstolo Tiago, chamado “irmão” de Jesus. Em qualquer lugar em que nos encontramos, seja cidade ou campo, montanha ou litoral, online ou offline, se entrarmos em contato sincero e verdadeiro com Jesus, seremos atendidos. Seu manto se estende hoje pelo mundo todo, não é difícil tocá-lo, basta procurá-lo com fé.
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