terça-feira, 11 de agosto de 2026

Mateus 18, 15-20 E quando o irmão peca?

* 15 “Se o seu irmão pecar, vá e mostre o erro dele, mas em particular, só entre vocês dois. Se ele der ouvidos, você terá ganho o seu irmão. 16 Se ele não lhe der ouvidos, tome com você mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Caso ele não dê ouvidos, comunique à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele der ouvidos, seja tratado como se fosse um pagão ou um cobrador de impostos. 18 Eu lhes garanto: tudo o que vocês ligarem na terra, será ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra, será desligado no céu. 19 E lhes digo ainda mais: se dois de vocês na terra estiverem de acordo sobre qualquer coisa que queiram pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está no céu. 20 Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles.” Comentário: * 15-20: Quando um irmão peca, prejudicando o bem comum, a comunidade age com prudência e justiça, procurando corrigir o irmão. Reunida em nome e no espírito de Jesus, a comunidade tem o poder de incluir ou excluir pessoas do seu meio (cf. 16,19), isto é, incluir ou excluir pessoas. A missão dela, porém, não termina com a exclusão do pecador: ela deve procurá-lo, como o pastor que sai em busca da ovelha perdida (18,11-14). Após apresentar as crianças como modelos da comunidade comprometida, Jesus transmite algumas instruções para a correção fraterna e a oração em comum, aqui colocadas em extrema unidade. De fato, nenhuma comunidade pode rezar serenamente se antes não reinar a harmonia e a paz entre seus membros. Seria uma hipocrisia e uma afronta ao Pai misericordioso, que nos trata a todos como filhos. Se um irmão da comunidade pecar, ou seja, se desviar do caminho evangélico, não deve ser julgado e excluído. Ao contrário. Jesus nos diz que deve ser procurado em particular para ser conscientizado sobre sua falta. Se isso não for o suficiente, temos um novo passo: um grupo converse e tente ajudá-lo, abrindo seus olhos e propondo um itinerário de correção. Na nossa comunidade ou mesmo na nossa família, é assim que agimos?

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