terça-feira, 4 de agosto de 2026
Mateus 15, 21-28 Jesus veio para todos.
* 21 Jesus saiu daí, e foi para a região de Tiro e Sidônia. 22 Nisso, uma mulher Cananéia, que morava nessa região, gritou para Jesus: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim. Minha filha está sendo cruelmente atormentada por um demônio.” 23 Mas Jesus nem lhe deu resposta. Então os discípulos se aproximaram e pediram: “Manda embora essa mulher, porque ela vem gritando atrás de nós.” 24 Jesus respondeu: “Eu fui mandado somente para as ovelhas perdidas do povo de Israel.” 25 Mas a mulher, aproximando-se, ajoelhou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, ajuda-me.” 26 Jesus lhe disse: “Não está certo tirar o pão dos filhos, e jogá-lo aos cachorrinhos.” 27 A mulher disse: “Sim, Senhor, é verdade; mas também os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos.” 28 Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, é grande a sua fé! Seja feito como você quer.” E desde esse momento a filha dela ficou curada.
Comentário:
* 21-28: Cf. nota em Mc 7,24-30. A mulher pagã reconhece que Jesus não é só uma personalidade moral e religiosa, mas alguém que realiza um projeto concreto: constituir o povo de Deus na história. Esse reconhecimento faz que ela participe, com sua filha, desse projeto. Não são os atos de purificação ou as crenças particulares que engajam alguém no povo de Deus, mas o fato de acreditar que Jesus é o guia desse povo.
As ações de Jesus ao longo de Mateus 14-15 procuram, sobretudo, responder a questões específicas enfrentadas pelos discípulos na comunidade a que se dirige, composta principalmente por judeu-cristãos. A questão discutida hoje é a primazia do povo “escolhido”, Israel. Deve ser mantida ou não? Vemos que não, pois a missão de Jesus se abriu aos pagãos após a recusa de Israel. A atitude da mulher pagã serve de paradigma da fé que salva: reconhece e aceita Jesus como o Salvador, e vai ao seu encontro, mesmo sabendo que não tem direito a ela (por causa do pecado).
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