sábado, 28 de março de 2026
Mateus 27, 11-54 Jesus ou Barrabás?
* 11 Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou: “Tu és o rei dos judeus?” Jesus declarou: “É você que está dizendo isso.” 12 E nada respondeu quando foi acusado pelos chefes dos sacerdotes e anciãos. 13 Então Pilatos perguntou: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?” 14 Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou vivamente impressionado. 15 Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16 Nessa ocasião tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17 Então Pilatos perguntou à multidão reunida: “Quem vocês querem que eu solte: Barrabás, ou Jesus, que chamam de Messias?” 18 De fato, Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19 Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: “Não se envolva com esse justo, porque esta noite, em sonhos, sofri muito por causa dele.” 20 Porém os chefes dos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás, e que fizessem Jesus morrer. 21 O governador tornou a perguntar: “Qual dos dois vocês querem que eu solte?” Eles gritaram: “Barrabás.” 22 Pilatos perguntou: “E o que vou fazer com Jesus, que chamam de Messias?” Todos gritaram: “Seja crucificado!” 23 Pilatos falou: “Mas que mal fez ele?” Eles, porém, gritaram com mais força: “Seja crucificado!” 24 Pilatos viu que nada conseguia, e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: “Eu não sou responsável pelo sangue desse homem. É um problema de vocês.” 25 O povo todo respondeu: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.” 26 Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e o entregou para ser crucificado.
O verdadeiro Rei -* 27 Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta de Jesus. 28 Tiraram a roupa dele, e o vestiram com um manto vermelho; 29 depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram dele, dizendo: “Salve, rei dos judeus!” 30 Cuspiram nele e, pegando a vara, bateram na sua cabeça. 31 Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, e o vestiram de novo com as próprias roupas dele; daí o levaram para crucificar.
O verdadeiro Messias -* 32 Quando saíram, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33 E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da Caveira.” 34 Aí deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35 Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas dele. 36 E ficaram aí sentados, montando guarda. 37 Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus.” 38 Com Jesus, crucificaram também dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. 39 As pessoas que passavam por aí, o insultavam, balançando a cabeça, 40 e dizendo: “Tu que ias destruir o Templo, e construí-lo em três dias, salve-te a ti mesmo! Se é o Filho de Deus, desce da cruz!” 41 Do mesmo modo, os chefes dos sacerdotes, junto com os doutores da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus: 42 «A outros ele salvou... A si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz, e acreditaremos nele. 43 Confiou em Deus; que Deus o livre agora, se é que o ama! Pois ele disse: Eu sou Filho de Deus.” 44 Do mesmo modo, também os dois bandidos que foram crucificados com Jesus o insultavam.
Jesus é o Filho de Deus -* 45 Desde o meio-dia até às três horas da tarde houve escuridão sobre toda a terra. 46 Pelas três horas da tarde Jesus deu um forte grito: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”, isto é: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47 Alguns dos que aí estavam, ouvindo isso, disseram: “Ele está chamando Elias!” 48 E logo um deles foi correndo pegar uma esponja, a ensopou em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e deu para Jesus beber. 49 Outros, porém, disseram: “Deixe, vamos ver se Elias vem salvá-lo!» 50 Então Jesus deu outra vez um forte grito, e entregou o espírito. 51 Imediatamente a cortina do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu, e as pedras se partiram. 52 Os túmulos se abriram e muitos santos falecidos ressuscitaram. 53 Saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa, e foram vistos por muitas pessoas. 54 O oficial e o soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo o que havia acontecido, ficaram com muito medo, e disseram: “De fato, ele era mesmo Filho de Deus!”
Comentário:
* 11-26: Cf. nota em Mc 15,1-15. A mulher de Pilatos, pagã, reconhece que Jesus é justo (v. 19). Enquanto isso, o povo, enganado pelas autoridades, pede a morte de Jesus, acreditando estar fazendo o bem.
* 27-31: Revestido com todos os sinais de poder (púrpura, coroa, cetro e adoração), Jesus é motivo de zombaria. Mas, despojado desse poder, ao retomar as próprias vestes, ele se revela como o verdadeiro Rei: aquele que entrega sua vida para salvar o seu povo.
* 32-44: Cf. nota em Mc 15,21-32: Jesus está completamente só. Seu corpo poderoso é reduzido à fraqueza extrema. Contudo, ele até o fim permanece consciente da sua entrega, e recusa a bebida entorpecente. A inscrição, com o motivo da sentença, inaugura na história o tempo da realeza que não oprime, mas que dá a própria vida. As caçoadas revelam a verdadeira identidade de Jesus: ele é o novo Templo e o Messias-Rei que não age em vista de seus próprios interesses.
* 45-56: Em meio ao aparente fracasso, a fé descobre todo o significado da morte de Jesus. Com ela chega o dia do julgamento e começa a era da ressurreição: todo sistema que gera a morte é desmascarado, e a vida se manifesta em plenitude. A salvação está aberta para todos aqueles que confessam que Jesus é o Filho de Deus.
Jesus chega a Jerusalém montado num jumentinho e acompanhado pela multidão, que o aclama com alegria. É uma demonstração de gratidão e carinho ao Mestre, depois de tudo o que ele fez pelo povo. / O cântico de Isaías descreve o Servo como fiel discípulo e autêntico profeta que não teme as perseguições por causa da missão, pois Deus é seu auxiliador. / Jesus é despojado de tudo, mas não teve medo e, como verdadeiro Servo, viveu a experiência humana até a morte. Deus, porém, recompensou sua fidelidade, exaltando-o na glória. / O Evangelho da paixão segundo Mateus descreve o processo de julgamento e condenação do Justo por excelência. Os adversários se unem para acusar e condenar como subversivo o homem de Nazaré. Jesus é vítima das autoridades, que não admitem contestação. Fiel ao Pai e ao povo até o fim, ele não se desviou nem desistiu da missão que lhe foi confiada.
Filipenses 2, 6-11 O Evangelho autêntico.
6 Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. 7 Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.
Comentário:
* 5-11: Citando um hino conhecido, Paulo mostra qual é o Evangelho da cruz, o Evangelho autêntico, e apresenta em Cristo o modelo da humildade. Embora tivesse a mesma condição de Deus, Jesus se apresentou entre os homens como simples homem. E mais: abriu mão de qualquer privilégio, tornando-se apenas homem que obedece a Deus e serve aos homens. Não bastasse isso, Jesus serviu até o fim, perdendo a honra ao morrer na cruz, como se fosse criminoso. Por isso Deus o ressuscitou e o colocou no posto mais elevado que possa existir, como Senhor do universo e da história. Os cristãos são convidados a fazer o mesmo: abrir mão de todo e qualquer privilégio, até mesmo da boa fama, para pôr-se a serviço dos outros, até o fim.
sexta-feira, 27 de março de 2026
João 11, 45-56 Os poderosos procuram matar Jesus.
* 45 Então muitos judeus, que tinham ido à casa de Maria e que viram o que Jesus fez, acreditaram nele. 46 Alguns, porém, foram ao encontro dos fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47 Então, os chefes dos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho. E disseram: “Que é que vamos fazer? Esse homem está realizando muitos sinais. 48 Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele; os romanos virão e destruirão o Templo e toda a nação.” 49 Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote nesse ano, disse: “Vocês não sabem nada. 50 Vocês não percebem que é melhor um só homem morrer pelo povo, do que a nação inteira perecer?” 51 Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote nesse ano, profetizou que Jesus ia morrer pela nação. 52 E não só pela nação, mas também para reunir juntos os filhos de Deus que estavam dispersos. 53 A partir desse dia, as autoridades dos judeus decidiram matar Jesus. 54 Por isso, Jesus não andava mais em público entre os judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto. Foi para uma cidade chamada Efraim, onde ficou com seus discípulos. 55 A Páscoa dos judeus estava próxima, e muita gente do campo foi a Jerusalém para purificar-se antes da Páscoa. 56 Eles procuravam Jesus, e quando se reuniram no Templo, comentavam: “Que é que vocês acham? Será que ele não vem para a festa?”
Comentário:
* 45-57: A comunicação da vida e liberdade é intolerável para um sistema opressor que gera a morte. As autoridades disfarçam sua hostilidade com a desculpa de que o bem da nação está em jogo. Apelam para a segurança nacional. Caifás apresenta a solução que, ironicamente, se tornou o coração da fé cristã: Jesus morrerá por todos. Matando a Jesus, o sistema opressor se denuncia e se destrói a si mesmo, abrindo a possibilidade da vida e liberdade para todos.
Aproxima-se a “hora” de Jesus. Seus opositores já decidiram a sua morte, aguardando apenas o momento mais oportuno para o prenderem e o condenarem. O evangelista João narra esse contexto de espera e ansiedade. Jesus não tem medo dos judeus, aguarda apenas a sua hora, a hora de manifestar a sua glória ao mundo, a hora de dar novo sentido à Pascoa, não mais de libertação do Egito, mas de libertação do pecado; não mais uma celebração dos judeus, mas uma celebração de todos os povos, em todo o mundo.
quinta-feira, 26 de março de 2026
João 10,31-42 As credenciais de Jesus são as suas obras.
31 As autoridades dos judeus pegaram pedras outra vez para apedrejar Jesus. 32 Então Jesus disse: “Por ordem do meu Pai, tenho feito muitas coisas boas na presença de vocês. Por qual delas vocês me querem apedrejar?” 33 As autoridades dos judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa de boas obras, e sim por causa de uma blasfêmia: tu és apenas um homem, e te fazes passar por Deus.” 34 Jesus disse: “Por acaso, não é na Lei de vocês que está escrito: ‘Eu disse: vocês são deuses’? 35 Ninguém pode anular a Escritura. Ora, a Lei chama de deuses as pessoas para as quais a palavra de Deus foi dirigida. 36 O Pai me consagrou e me enviou ao mundo. Por que vocês me acusam de blasfêmia, se eu digo que sou Filho de Deus? 37 Se não faço as obras do meu Pai, vocês não precisam acreditar em mim. 38 Mas se eu as faço, mesmo que vocês não queiram acreditar em mim, acreditem pelo menos em minhas obras. Assim vocês conhecerão, de uma vez por todas, que o Pai está presente em mim, e eu no Pai.” 39 Eles tentaram outra vez prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles.
O testemunho é eficaz -* 40 Jesus atravessou de novo o rio Jordão e foi para o lugar onde antes João ficava batizando. E aí ficou. 41 Muitos foram ao seu encontro. E diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito desse homem é verdade.” 42 E aí muitos acreditaram em Jesus.
Comentário:
* 22-39: Jesus define sua condição de Messias, apresentando-se como o Filho de Deus. As provas de seu messianismo não são teorias jurídicas, mas fatos concretos: suas ações comprovam que é Deus quem age nele.
* 40-42: O testemunho revela Jesus aos homens, levando-os a compreender que Jesus realiza o projeto de Deus (cf. 1,26-34).
O Salmo 82,6 canta: “Eu disse: Vocês são deuses, são todos filhos do Altíssimo”. É a esse canto que se refere Jesus ao confrontar os judeus hipócritas, que o acusam de blasfêmia, mas não conhecem as Escrituras nem o verdadeiro plano divino. Suas obras são sinal claro da sua divindade e de que veio para completar a ação criadora do Pai, devolvendo a todos os seres humanos a verdadeira “imagem e semelhança” com que foram criados, mas que foi manchada pelo pecado original.
quarta-feira, 25 de março de 2026
João 8, 51-59 Jesus é maior do que Abraão.
51 Eu garanto a vocês: se alguém guarda a minha palavra, jamais verá a morte.” 52 Os judeus disseram: “Agora sabemos que estás louco. Abraão morreu e os profetas também. E tu dizes: ‘se alguém guarda a minha palavra, nunca vai experimentar a morte’. 53 Por acaso, tu és maior que o nosso pai Abraão, que morreu? Os profetas também morreram. Quem é que pretendes ser?” 54 Jesus respondeu: “Se eu glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vocês dizem que é o Pai de vocês. 55 Vocês não o conhecem, mas eu o conheço. Se dissesse que não o conheço, eu seria mentiroso como vocês. Mas eu o conheço e guardo a palavra dele. 56 Abraão, o pai de vocês, alegrou-se porque viu o meu dia. Ele viu e encheu-se de alegria.” 57 Então os judeus disseram: “Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão?” 58 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: antes que Abraão existisse, Eu Sou.” 59 Então eles pegaram pedras para atirar em Jesus. Mas Jesus se escondeu e saiu do Templo.
Comentário:
* 48-59: Abraão se alegrou com a promessa feita por Deus de que o futuro Messias iria sair da sua descendência (Gn 12,7; 15,2ss; Gl 3,16). Jesus vai muito além, e atribui a si mesmo o título do Deus do êxodo: “Eu Sou”.
Ao longo da história de Israel, Deus se manifestou de modo especial aos profetas e aos patriarcas, entre eles Abraão, Isaac e Jacó. A Moisés Deus revelou o seu nome: “Eu Sou”, ou, mais precisamente, “Eu sou aquele que sou” (hawah, verbo hebraico que deu origem ao tetragrama impronunciável dos judeus: Yhwh, traduzido por Adonai ou Kyrios – Senhor). É assim que Jesus se apresenta aos judeus do seu tempo: “Eu Sou”. Mostra, assim, que ele e o Pai são um só e mesmo Deus, que se revelou parcialmente no passado e agora se revela de modo definitivo. É assim que nós o conhecemos e assim devemos testemunhá-lo ao mundo, como aquele que é e que faz, que vive e reina para sempre.
terça-feira, 24 de março de 2026
Lucas 1, 26-38 O Messias vai chegar.
* 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré. 27 Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava, e disse: “Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!” 29 Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. 30 O anjo disse: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. 31 Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus. 32 Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, 33 e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim.” 34 Maria perguntou ao anjo: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. 36 Olhe a sua parenta Isabel: apesar da sua velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. 37 Para Deus nada é impossível.” 38 Maria disse: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” E o anjo a deixou.
Comentário:
* 26-38: Maria é outra representante da comunidade dos pobres que esperam pela libertação. Dela nasce Jesus Messias, o Filho de Deus. O fato de Maria conceber sem ainda estar morando com José indica que o nascimento do Messias é obra da intervenção de Deus. Aquele que vai iniciar nova história surge dentro da história de maneira totalmente nova.
A única mulher digna de ser chamada “cheia de graça” é a Mãe do Filho de Deus, Maria, que se tornou nossa Mãe na fé. A jovem de Nazaré, humilde e pura de coração, foi escolhida para dar à luz o Salvador. Podemos imaginar sua surpresa ao receber esse convite inusitado. “Como isso será possível?”, questiona ela. E prontamente o anjo do Senhor lhe responde que será obra do Espírito Santo, o amor que cria comunhão entre as três Pessoas da Santíssima Trindade. Mesmo surpresa, Maria aceita sua missão e responde confiante ao anjo: fiat, sim, eis-me aqui para realizar a vontade do Senhor.
Hebreus 10, 4-10 Um sacrifício único.
4 uma vez que é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. 5 Por esse motivo, ao entrar no mundo, Cristo disse: “Tu não quiseste sacrifício e oferta. Em vez disso, tu me deste um corpo. 6 Holocaustos e sacrifícios não são do teu agrado. 7 Por isso eu disse: Eis-me aqui, ó Deus - no rolo do livro está escrito a meu respeito - para fazer a tua vontade.” 8 Primeiro diz: “Não queres e não te agradam sacrifícios e ofertas, holocaustos e sacrifícios pelo pecado.” Trata-se de coisas que são oferecidas segundo a Lei. 9 Depois acrescenta: “Eis-me aqui para fazer a tua vontade”. Desse modo, Cristo suprime o primeiro culto para estabelecer o segundo. 10 É por causa dessa vontade que nós fomos santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.
Comentário:
* 1-18: O que são Paulo diz sobre a Lei, o autor repete sobre a liturgia judaica. Esta faz reviver a experiência do pecado, mas não consegue libertar dele. O sacrifício de Cristo, a existência inteira de Jesus, todo o movimento de sua consciência é o verdadeiro ato sacerdotal, o grande e perene ato de oferta. Ele tira o pecado, restabelece a ligação com Deus mediante a sua própria pessoa e experiência viva. Funda a nova aliança, o povo novo que pode ter acesso a Deus. E o caminho para esse acesso é o compromisso de fé com Cristo, compromisso que nenhuma liturgia pode substituir.
Assinar:
Comentários (Atom)