sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Lucas 16, 9-15 Tomar uma atitude prudente.

9 “E eu lhes declaro: Usem o dinheiro injusto para fazer amigos, e assim, quando o dinheiro faltar, os amigos receberão vocês nas moradas eternas. 10 Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas pequenas, também é injusto nas grandes. 11 Por isso, se vocês não são fiéis no uso do dinheiro injusto, quem lhes confiará o verdadeiro bem? 12 E se não são fiéis no que é dos outros, quem lhes dará aquilo que é de vocês? 13 Nenhum empregado pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.” Jesus e a Lei -* 14 Os fariseus, que são amigos do dinheiro, ouviam tudo isso, e caçoavam de Jesus. 15 Então Jesus disse para eles: “Vocês gostam de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. De fato, o que é importante para os homens, é detestável para Deus. Comentário: * 9-13: Os vv. 9-13 fazem diversas aplicações da parábola. O v. 9 recomenda o uso da riqueza em favor dos pobres. Os vv. 10-12 mostram que é impossível ser fiel nas grandes coisas, quando somos negligentes nas pequenas. E o v. 13 urge uma decisão: escolher entre o serviço a Deus e o serviço às riquezas (cf. nota em Mt 6,19-24). * 14-18: A lei é o tema destas sentenças. Os fariseus disfarçam a própria ambição com observâncias externas, mas não são justos diante de Deus. Com Jesus chegou a plenitude da Lei e o Reino de Deus, e, para nele entrar, é preciso uma decisão. Ao comentar a parábola do administrador infiel, Jesus retoma a questão da fidelidade e da importância das escolhas de fundo na vida do cristão, assim como a ênfase na pobreza e no desapego. Segundo o Evangelho, as riquezas humanas são injustas, não porque sejam más em si, mas porque desviam o ser humano da verdadeira riqueza, tema desenvolvido em Lc 12,13-33. Jesus deixa claro que é impossível servir ao Reino e ao dinheiro (dois senhores), pois são incompatíveis, regidos por lógicas diferentes. Enquanto o dinheiro individualiza e escraviza, o Reino promove a igualdade e a justiça, unindo todas as pessoas e povos. O cristão não pode acumular, ter mais do que o necessário, pois essa atitude conduz a que outros sejam privados do mínimo necessário.

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