segunda-feira, 14 de setembro de 2026

João 19, 25-27 A relação entre Israel e a comunidade de Jesus.

* 25 A mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, e Maria Madalena estavam junto à cruz. 26 Jesus viu a mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava. Então disse à mãe: “Mulher, eis aí o seu filho.” 27 Depois disse ao discípulo: “Eis aí a sua mãe.” E dessa hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa. Comentário: * 25-27: A mãe de Jesus representa aqui o povo da antiga aliança que se conservou fiel às promessas e espera pelo salvador. E o discípulo amado representa o novo povo de Deus, formado por todos os que dão sua adesão a Jesus. Na relação mãe-filho, o evangelista mostra a unidade e continuação do povo de Deus, fiel à promessa e herdeiro da sua realização. A devoção às dores de Maria tem origem popular, passando posteriormente para a liturgia, quando o papa Pio VII introduziu a celebração da Bem-aventurada Virgem Maria das Dores, que hoje celebramos. A participação dolorosa da Mãe do Salvador em sua obra de salvação é atestada na hora da cruz pelo evangelista João, que a recebeu em sua casa como verdadeira Mãe, tornando todo discípulo de Jesus Cristo também filho de Maria (“Mulher, eis aí o seu filho”). A tradição, difundida particularmente pelos servitas e pelos passionistas, especificou sete dores de Nossa Senhora, que são: 1. A profecia de Simeão sobre Jesus (Lc 2,22-35); A perseguição de Herodes e a fuga para o Egito (Mt 2,13-21); 3. A perda do menino Jesus no templo de Jerusalém (Lc 2,41-51); 4. O encontro doloroso de Maria com seu Filho Jesus carregando a cruz, no caminho para o Calvário (via crucis); Maria aos pés da cruz (Jo 19,25-27); 6. Maria recebe em seus braços o corpo do seu filho morto tirado da cruz (Mt 27,55-61); 7. Maria observa quando depositam o corpo de Jesus no sepulcro, ficando em triste solidão (Jo 19,38-42).

Nenhum comentário:

Postar um comentário