sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Marcos 3, 20-21 O pecado sem perdão.
* 20 Jesus foi para casa, e de novo se reuniu tanta gente que eles não podiam comer nem sequer um pedaço de pão. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus foram segurá-lo, porque eles mesmos estavam dizendo que Jesus tinha ficado louco.
Comentário:
* 20-30: Em Jesus está presente o Espírito Santo, que o leva à missão de libertar e desalienar os homens. Por isso ele é acusado de estar “possuído por um espírito mau.” Tal acusação é pecado sem perdão. Para os acusadores, o bem é mal, e o mal é bem. Eles, na verdade, estão comprometidos e tiram proveito do mal; por isso, não reconhecem e não aceitam Jesus.
Marcos nos apresenta hoje um texto intrigante e curioso: Jesus é incompreendido pela própria família. Em outro momento, o mesmo Jesus reconheceu que “nenhum profeta é bem recebido na própria terra”, mas aqui vemos uma recusa e hostilidade alargada, que envolve seus parentes, a princípio pessoas que o conheciam perfeitamente e sabiam da sua origem divina. Segundo a tradição, nesta ocasião seu pai José já não estava vivo, mas sua mãe Maria sim. Portanto, é estranho acharem que “ele ficou louco” por curar os doentes e anunciar a libertação do pecado. Alguns estudiosos dizem que a tradução correta deveria ser outra, que de fato quem estava “louca” era a multidão, e os familiares tentavam apenas proteger Jesus, afastando-o da multidão fora de controle. Esses parentes provavelmente eram seus tios e primos, que viviam juntos e unidos, seguindo a tradição judaica, marcada pela cultura tribal. Inclusive, a palavra hebraica para designar “irmãos” e “primos” é a mesma: “ach”. Por outro lado, se seguirmos a interpretação tradicional deste episódio, estamos diante do momento em que Jesus rompe os laços de sangue para dar início a uma família muito maior, não marcada pela genética e pelo sangue, mas pela comum vocação de seguidores, tendo no sacramento do batismo o ponto de referência para esta nova filiação divina.
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