sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Lucas 16, 9-15 Tomar uma atitude prudente.
9 “E eu lhes declaro: Usem o dinheiro injusto para fazer amigos, e assim, quando o dinheiro faltar, os amigos receberão vocês nas moradas eternas. 10 Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas pequenas, também é injusto nas grandes. 11 Por isso, se vocês não são fiéis no uso do dinheiro injusto, quem lhes confiará o verdadeiro bem? 12 E se não são fiéis no que é dos outros, quem lhes dará aquilo que é de vocês? 13 Nenhum empregado pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.”
Jesus e a Lei -* 14 Os fariseus, que são amigos do dinheiro, ouviam tudo isso, e caçoavam de Jesus. 15 Então Jesus disse para eles: “Vocês gostam de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. De fato, o que é importante para os homens, é detestável para Deus.
Comentário:
* 9-13: Os vv. 9-13 fazem diversas aplicações da parábola. O v. 9 recomenda o uso da riqueza em favor dos pobres. Os vv. 10-12 mostram que é impossível ser fiel nas grandes coisas, quando somos negligentes nas pequenas. E o v. 13 urge uma decisão: escolher entre o serviço a Deus e o serviço às riquezas (cf. nota em Mt 6,19-24).
* 14-18: A lei é o tema destas sentenças. Os fariseus disfarçam a própria ambição com observâncias externas, mas não são justos diante de Deus. Com Jesus chegou a plenitude da Lei e o Reino de Deus, e, para nele entrar, é preciso uma decisão.
O dinheiro é necessário para viver, mas não deve escravizar o ser humano. Pelo contrário, deve ser usado corretamente, para promover a justiça e a igualdade entre todos. Esse é o exemplo dado pelas primeiras comunidades, conforme lemos nos Atos dos Apóstolos e também na despedida de Paulo aos Romanos. Jesus instrui seus discípulos sobre a administração do dinheiro, que pode corromper e gerar muitos males. Sabemos que quem desvia pequena quantia é capaz de desviar grandes somas. A sociedade, infelizmente, está repleta de maus exemplos de corrupção desse tipo! O cristão deve se destacar em todos os âmbitos da sociedade pelo combate à corrupção e pela responsabilidade no uso dos próprios bens e, sobretudo, dos bens comuns. O papa Francisco nos tem iluminado muito na atualização desse ensinamento de Cristo.
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Lucas 16, 1-8 Tomar uma atitude prudente.
* 1 Jesus dizia aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por estar esbanjando os bens dele. 2 Então o chamou, e lhe disse: ‘O que é isso que ouço contar de você? Preste contas da sua administração, porque você não pode mais ser o meu administrador’. 3 Então o administrador começou a refletir: ‘O senhor vai tirar de mim a administração. E o que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que vou fazer para que, quando me afastarem da administração tenha quem me receba na própria casa’. 5 E começou a chamar um por um os que estavam devendo ao seu senhor. Perguntou ao primeiro: ‘Quanto é que você deve ao patrão?’ 6 Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pegue a sua conta, sente-se depressa, e escreva cinquenta’. 7 Depois perguntou a outro: ‘E você, quanto está devendo?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo’. O administrador disse: ‘Pegue a sua conta, e escreva oitenta’ “. 8* E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque este agiu com esperteza. De fato, os que pertencem a este mundo são mais espertos, com a sua gente, do que aqueles que pertencem à luz.
Comentário:
* 1-8: Jesus elogia o administrador, que soube tomar atitude prudente. O Reino de Deus já chegou: é preciso tomar uma atitude antes que seja tarde demais; converter-se e viver conforme a mensagem de Jesus.
O Evangelho de hoje nos apresenta uma narração no mínimo curiosa, ao elogiar um administrador infiel e desonesto que age com esperteza. Jesus não pretende incentivar essa prática, mas quer enfatizar que “os filhos deste mundo são mais espertos no trato com sua gente do que os filhos da luz”. Quer mostrar que até mesmo os desonestos podem se arrepender e tentar remediar os danos que causaram, pois a diminuição nas dívidas refere-se à margem de lucro do próprio administrador. Sua desonestidade está no fato de esbanjar os bens do patrão (atitude de injustiça), e não propriamente na redução das dívidas. Prejudicar alguém é sempre um atentado contra o Evangelho e o Reino de justiça, mas podemos sempre nos arrepender e mudar de atitude para sermos recebidos na casa do Pai misericordioso.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Lucas 15, 1-10 Jesus provoca escândalo.
* 1 Todos os cobradores de impostos e pecadores se aproximavam de Jesus para o escutar. 2 Mas os fariseus e os doutores da Lei criticavam a Jesus, dizendo: “Esse homem acolhe pecadores, e come com eles!”
A ovelha perdida -* 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4 “Se um de vocês tem cem ovelhas e perde uma, será que não deixa as noventa e nove no campo para ir atrás da ovelha que se perdeu, até encontrá-la? 5 E quando a encontra, com muita alegria a coloca nos ombros. 6 Chegando em casa, reúne amigos e vizinhos, para dizer: ‘Alegrem-se comigo! Eu encontrei a minha ovelha que estava perdida’. 7 E eu lhes declaro: assim, haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.”
A moeda perdida -* 8 “Se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, será que não acende uma lâmpada, varre a casa, e procura cuidadosamente, até encontrar a moeda? 9 Quando a encontra, reúne amigas e vizinhas, para dizer: ‘Alegrem-se comigo! Eu encontrei a moeda que tinha perdido’. 10 E eu lhes declaro: os anjos de Deus sentem a mesma alegria por um só pecador que se converte.”
Comentário:
* 1-2: O capítulo 15 de Lucas é o coração de todo o Evangelho (= Boa Notícia). Aí vemos que o amor do Pai é o fundamento da atitude de Jesus diante dos homens. Respondendo à crítica daqueles que se consideram justos, cheios de méritos, e se escandalizam da solidariedade para com os pecadores, Jesus narra três parábolas. A primeira e a segunda mostram a atitude de Deus em Jesus, questionando a hipocrisia dos homens. A terceira tem dois aspectos: o processo de conversão do pecador e o problema do “justo” que resiste ao amor do Pai.
* 3-7: A parábola não quer dizer que Deus prefere o pecador ao justo, ou que os justos sejam hipócritas. Ela ressalta o mistério do amor do Pai que se alegra em acolher o pecador arrependido ao lado do justo que persevera.
* 8-10: A mulher é pobre e precisa da moeda para sobreviver. O amor de Deus torna-o vitalmente necessitado de encontrar a pessoa perdida, para levá-la à alegria da comunhão no amor.
O capítulo 15 do Evangelho de Lucas apresenta três parábolas centradas no tema da misericórdia. Hoje meditamos duas delas, nas quais Jesus afirma que o bom pastor não abandona nenhuma de suas ovelhas e que uma moeda reencontrada enche de alegria sua dona. O ser humano é frágil e pecador. Com muita facilidade, afasta-se do caminho de Deus e comete faltas, como agredir ou excluir o próximo. Mas a misericórdia de Deus é sempre maior que o nosso pecado, por isso ele sempre vem ao nosso encontro, procura-nos incansavelmente, como o pastor que busca a ovelha perdida. Quando nos arrependemos e voltamos a trilhar o caminho de Deus, há muita alegria, no céu e na terra.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Lucas 14, 25-33 Para ser discípulo de Jesus.
Evangelho: Lucas 14,25-33
* 25 Grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele disse: 26 “Se alguém vem a mim, e não dá preferência mais a mim que ao seu pai, à sua mãe, à mulher, aos filhos, aos irmãos, às irmãs, e até mesmo à sua própria vida, esse não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 De fato, se alguém de vocês quer construir uma torre, será que não vai primeiro sentar-se e calcular os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? 29 Caso contrário, lançará o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso, começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Esse homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Se um rei pretende sair para guerrear contra outro, será que não vai sentar-se primeiro e examinar bem, se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, envia mensageiros para negociar as condições de paz, enquanto o outro rei ainda está longe. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer de vocês, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo.
Comentário:
* 25-35: Seguir a Jesus e continuar o seu projeto (= ser discípulo) é viver um clima novo na relação com as pessoas, com as coisas materiais e consigo mesmo. Trata-se de assumir com liberdade e fidelidade a condição humana, sem superficialismo, conveniência ou romantismo. O discípulo de Jesus deve ser realista, a fim de evitar ilusões e covardias vergonhosas.
O Evangelho de hoje apresenta uma expressão estranha aos nossos ouvidos: deixar em segundo plano a família. No texto original, em grego, a expressão soa ainda mais pesada, pois diz “quem não odiar pai e mãe”. Mateus 10,37 é mais suave, afirmando que “quem ama pai e mãe mais do que a mim não é digno de mim…”. A intenção de Lucas é enfatizar a ruptura com o passado e com todos os aspectos da vida terrena que o seguimento exige. Seguir a Jesus implica abandonar todas as seguranças, representadas pela família e pela própria vida, isto é, por um estilo de vida que comporta administração de bens, ligada, não raro, à prática da injustiça. Portanto, o que se requer do discípulo é sua total disponibilidade para seguir o Mestre até as últimas consequências, consciente das dificuldades e exigências que tal decisão comporta, algo que se confirma nas duas parábolas que encerram o Evangelho de hoje.
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
Lucas 14, 15-24 O Reino é para todos.
* 15 Ouvindo isso, um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come pão no Reino de Deus!” 16 Jesus respondeu: “Um homem deu grande banquete, e convidou muitas pessoas. 17 Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Venham, pois tudo está pronto’. 18 Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-lhe que aceite minhas desculpas’. 19 Outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-lhe que aceite minhas desculpas’. 20 Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. 21 O empregado voltou, e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado, e disse ao empregado: ‘Saia depressa pelas praças e ruas da cidade. Traga para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’. 22 O empregado disse: ‘Senhor, o que mandaste fazer, foi feito, e ainda há lugar’. 23 O patrão disse ao empregado: ‘Saia pelas estradas e caminhos, e faça as pessoas virem aqui, para que a casa fique cheia. 24 Pois eu digo a vocês: nenhum daqueles que foram convidados vai provar do meu banquete’.”
Comentário:
* 15-24: O Reino de Deus é apresentado como banquete em que Deus reúne os seus convidados. Ainda que os representantes oficiais e os habituados à religião recusem o convite, dando mais importância aos seus próprios afazeres, o Reino permanece aberto para aqueles que comumente são julgados como excluídos: os marginalizados da sociedade e da religião.
Os judeus são o povo da Primeira Aliança, por isso Jesus vem inicialmente para esse povo escolhido, a fim de trazer a salvação eterna. Porém, é rejeitado por eles, como vemos ao longo do Evangelho e como nos é narrado hoje simbolicamente, através da imagem do banquete. Os primeiros convidados – o povo de Israel – criam diversos impedimentos e desculpas para não participar do banquete, que simboliza o Reino. O homem, que representa Jesus, muda os planos e abre o seu banquete a todos os povos, chamando, sobretudo, os pobres e excluídos. O Reino é dom gratuito, somos todos convidados pelo Pai amoroso para dele fazer parte.
domingo, 2 de novembro de 2025
Lucas 14, 12-14 A verdadeira honra.
12 Jesus disse também ao fariseu que o tinha convidado: “Quando você der um almoço ou jantar, não convide amigos, nem irmãos, nem parentes, nem vizinhos ricos. Porque esses irão, em troca, convidar você. E isso será para você recompensa. 13 Pelo contrário, quando você der uma festa, convide pobres, aleijados, mancos e cegos. 14 Então você será feliz! Porque eles não lhe podem retribuir. E você receberá a recompensa na ressurreição dos justos.”
Comentário:
* 7-14: Nos vv. 8-11, Jesus critica o conceito de honra baseado no orgulho e ambição, que geram aparências de justiça, mas escondem os maiores contrastes sociais. A honra do homem depende de Deus, o único que conhece a situação real e global do homem; essa honra supera a crença que o homem pode ter nos seus próprios méritos. Nos vv. 12-14, Jesus mostra que o amor verdadeiro não é comércio, mas serviço gratuito, pois o pobre não pode pagar e o inimigo não pode merecer. Só Deus pode retribuir ao amor gratuito.
O banquete é uma imagem utilizada com frequência para simbolizar o Reino de Deus. Todos são convidados a fazer parte dele, mas, de modo especial, são convidados os fracos, os excluídos, os frágeis. Aqueles que, diante da sociedade, são menos privilegiados são os preferidos aos olhos de Deus, pois são os que mais necessitam do seu amor. Eis por que são insondáveis os desígnios de Deus e incompreensíveis seus caminhos. Acudir generosamente aos fracos e praticar a caridade desinteressada são exercícios salutares e recomendáveis para assemelhar-nos a Jesus, que tudo ofereceu, sem nada esperar em troca. Recordemos especialmente que não são os sãos que precisam de médicos, mas os doentes; e que a todos Deus manifesta sua misericórdia.
sábado, 1 de novembro de 2025
Lucas 7, 11-17 Deus visitou o seu povo.
-* 11 Em seguida, Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Com ele iam os discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto para enterrar; era filho único, e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade ia com ela. 13 Ao vê-la, o Senhor teve compaixão dela, e lhe disse: “Não chore!” 14 Depois se aproximou, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Então Jesus disse: “Jovem, eu lhe ordeno, levante-se!” 15 O morto sentou-se, e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16 Todos ficaram com muito medo, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus veio visitar o seu povo.” 17 E a notícia do fato se espalhou pela Judéia inteira, e por toda a redondeza.
Comentário:
* 11-17: A atividade libertadora de Jesus é a grande “visita” de Deus que vem salvar o seu povo. Essa visita é a manifestação do amor compassivo, que atende aos mais pobres e necessitados.
Neste dia de finados, temos a oportunidade de celebrar um “grupo de santos e santas” que não estão incluídos na liturgia de Todos os Santos e Santas. Este dia é momento propício de rezar pelos nossos falecidos e momento de refletir sobre nossa vida. Felizes são todos aqueles viveram as bem-aventuranças e agora participam da glória junto a Deus. São felizes aqueles que colocaram sua confiança no Deus misericordioso e acolhedor. São felizes todos aqueles que têm fome e sede de justiça, aqueles que são perseguidos por causa do empenho pela justiça dos injustiçados, porque agora encontram o abraço amoroso de Deus. A primeira motivação à busca da vivência na eternidade feliz nos é dada pelas bem-aventuranças. Os que se ajustaram à vontade de Deus estão participando agora do Reino dos Céus.
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