sexta-feira, 8 de maio de 2026

João 15, 18-21 As testemunhas de Jesus e o ódio do mundo.

* 18 “Se o mundo odiar vocês, saibam que odiou primeiro a mim. 19 Se vocês fossem do mundo, o mundo amaria o que é dele. Mas o mundo odiará vocês, porque vocês não são do mundo, pois eu escolhi vocês e os tirei do mundo. 20 Lembrem-se do que eu disse: nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir vocês também; se guardaram a minha palavra, vão guardar também a palavra de vocês. 21 Farão isso a vocês por causa de meu nome, pois não reconhecem aquele que me enviou. Comentário: * 18-27: O sinal concreto da comunidade de Jesus é o amor. O sistema de poder que organiza a sociedade e seus adeptos (o mundo) reage com o ódio, pois não aceita os valores do Evangelho. Não existe possibilidade de conciliação entre o “mundo” e a comunidade de Jesus. A comunidade vive debaixo de suspeita e pressão, e basta um passo para sofrer a perseguição aberta. O confronto cresce, porque o “mundo” não aceita o Deus de Jesus, que denuncia a perversidade da sociedade injusta e liberta o povo oprimido. Ao amor manifestado por Jesus (e pelo Pai) e exigido aos discípulos se contrapõe o ódio do mundo, entendido aqui como o conjunto daquelas pessoas ou situações que se opõem à fé e a Cristo. Ao longo da história da Igreja, foram diversas essas manifestações de ódio, com perseguições que perduram ainda hoje. Os martírios são um exemplo concreto do ódio do mundo pelos discípulos de Cristo. Os mártires (do grego martyria, que significa “testemunha”) são os “servos” que seguiram os passos do Senhor até as últimas consequências, são discípulos que preferiram entregar a própria vida em vez de negar a fé. Eles certamente não “perderam” a vida, mas ganharam o céu e mostraram ao mundo que o amor de Cristo é superior a qualquer coisa. Mostraram que não são do “mundo”, mas pertencem ao Reino, que é infinitamente maior. Mostraram que nenhum ódio pode vencer o amor que vem de Deus.

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