sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lucas 9, 18-22 Jesus é o Messias.

18 Certo dia, Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou: “Quem dizem as multidões que eu sou?” 19 Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que tu és algum dos antigos profetas que ressuscitou.” 20 Jesus perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Pedro respondeu: “O Messias de Deus.” 21 Então Jesus proibiu severamente que eles contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto, e ressuscitar no terceiro dia.”
Comentário:
18-27: Não basta declarar e aceitar que Jesus é o Messias; é preciso rever a idéia a respeito do Messias, o qual, para construir a nova história, enfrenta os que não querem transformações. Por isso, ele vai sofrer, ser rejeitado e morto. Sua ressurreição será a sua vitória. E quem quiser acompanhar Jesus na sua ação messiânica e participar da sua vitória, terá que percorrer caminho semelhante: renunciar a si mesmo e às glórias do poder e da riqueza.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Lucas 9, 7-9 Jesus começa a inquietar.

7 O governador Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou sem saber o que pensar, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos; 8 outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9 Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E queria ver Jesus.
Comentário:
7-9: A palavra e ação de Jesus deixam o povo e as autoridades sem saber o que pensar. É que a presença dele força todo mundo a se perguntar: “Quem é esse homem?” O encontro de Jesus e Herodes acontecerá na Paixão (23,6-12).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lucas 9, 1-6 A missão dos discípulos.

1 Jesus convocou os Doze, e lhes deu poder e autoridade sobre os demônios e para curar as doenças. 2 E os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar. 3 E disse-lhes: “Não levem nada para o caminho: nem bastão, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas. 4 Em qualquer casa onde vocês entrarem, fiquem aí, até vocês se retirarem do lugar. 5 E todos aqueles que não os acolherem, vocês, ao sair da cidade, sacudam a poeira dos pés, como protesto contra eles.” 6 Os discípulos partiram, e percorriam os povoados, anunciando a Boa Notícia, e fazendo curas em todos os lugares.
Comentário:
1-6: Cf. nota em Mc 6,7-13. A missão dos discípulos - Jesus começou a percorrer as redondezas, ensinando nos povoados. 7 Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus. 8 Jesus recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda: “Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. 11 Se vocês forem mal recebidos num lugar e o povo não escutar vocês, quando saírem sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles.” 12 Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo.
6b-13: Os discípulos são enviados para continuar a missão de Jesus: pedir mudança radical da orientação de vida (conversão), desalienar as pessoas (libertar dos demônios), restaurar a vida humana (curas). Os discípulos devem estar livres, ter bom senso e estar conscientes de que a missão vai provocar choque com os que não querem transformações.
1. VIRTUDE E PODER SOBRE TODOS OS DEMÔNIOS. Ver Mt 10.1 nota
2. PREGAR O REINO ... CURAR OS ENFERMOS. (1) Esta foi a primeira ocasião em que Jesus enviou os doze discípulos para representá-lo por palavras e atos. A instrução das aos doze, conforme o trecho paralelo em Mateus, foi ir “as ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10.6). depois da sua ressurreição, no entanto, Jesus ampliou o alcance, para abranger todas as nações, numa comissão que deve continuar “até a consumação dos séculos”; até o fim do mundo (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20). (2) Os escritores dos Evangelhos deixam claro que a ordem de Jesus para pregar o reino de Deus, raras vezes, foi dada à parte da ordem para curar os enfermos e expulsar demônios (Mt 9.35-38; Mc 3.14,15; 6.7-13; 16.15,17; Lc 9.2,6; 10.1,9; cf 4.17-19). É a vontade de Deus que a pregação do evangelho, hoje, seja acompanhada pela mesma demonstração do Espírito e de poder (Mt 10.1 nota; Mc 16.15-18; At 1.8; Rm 15.18,19; 1 Co 2.4,5; 4.20) a fim de enfrentar o desafio de Satanás nestes últimos dias ( 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1-5).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mateus 9, 9-13 Justiça e misericórdia.

9 Saindo daí, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e lhe disse: “Siga-me!” Ele se levantou, e seguiu a Jesus. 10 Estando Jesus à mesa em casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e pecadores foram e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11 Alguns fariseus viram isso, e perguntaram aos discípulos: “Por que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e os pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes. 13 Aprendam, pois, o que significa: ‘Eu quero a misericórdia e não o sacrifício’. Porque eu não vim para chamar justos, e sim pecadores.”
Comentário:
9-13: Cf. nota em Mc 2,13-17. Com a citação de Oséias 6,6, Mateus esclarece o sentido da missão de Jesus: a justiça do Reino é inseparável da misericórdia.
11. JESUS COMENDO COM OS PECADORES. Temos nos versículos 11.12, a regra para nos orientar em nosso contato com os incrédulos. Esse contato não deve ser para busca do prazer, nem para estreita comunhão, mas para mostrar-lhes o caminho da salvação (v. 12; Sl 1.1).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lucas 8, 16-18 Ouvir e agir.

16 “Ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama. Ele a coloca no candeeiro, a fim de que todos os que entram, vejam a luz. 17 De fato, tudo o que está escondido, deverá tornar-se manifesto; e tudo o que está em segredo, deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto. 18 Portanto, prestem atenção como vocês ouvem: para quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; para aquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter.”
Comentário:
16-18: Cf. nota em Mc 4,21-25. Quem não age, perde até mesmo a compreensão que pensa ter.

domingo, 19 de setembro de 2010

1 Timóteo 2, 1-8 Deus quer salvar a todos.

1 Antes de tudo, recomendo que façam pedidos, orações, súplicas e ações de graças em favor de todos os homens, 2 pelos reis e por todos os que têm autoridade, a fim de que levemos uma vida calma e serena, com toda a piedade e dignidade. 3 Isso é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. 4 Ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5 Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem 6 que se entregou para resgatar a todos. Esse é o testemunho dado nos tempos estabelecidos por Deus, 7 e para o qual eu fui designado pregador e apóstolo - digo a verdade, não minto -, doutor das nações na fé e na verdade. 8 Quero, portanto, que os homens orem em todo lugar, erguendo mãos limpas, sem ira e sem discussões.
Comentário:
1-8: O autor recomenda que os cristãos incluam na sua oração todos os homens. É a oração litúrgica universal, impulsionada pela convicção de que Deus enviou seu Filho para salvar o mundo inteiro. Ser Igreja no mundo é testemunhar que o projeto de Deus está aberto para todos.
4: Quer que todos os homens se salvem. A Bíblia revela dois aspectos da vontade de Deus para a humanidade no tocante à salvação: (1) a sua perfeita vontade, pela qual Ele deseja “que todos os homens se salvem”; e (2) sua vontade permissiva, pela qual Ele permite e tolera que muitos o rejeitem e à sua salvação (ver Mt 7,21; Lc 7.30 13.34; Jo 7.17; At 7.51).
5: Um só mediador...Jesus Cristo. É somente através de Jesus Cristo que podemos aproximar-nos de Deus (Hb 7.25) confinado na sua morte expiatória para os remir dos nossos pecados, e orando com fé, pedindo forças e misericórdia divinas para nos ajudar em todas as nossas necessidades (Hb 4, 14-16). Não devemos permitir que criatura alguma usurpe o lugar de Cristo em nossa vida, dirigindo-se-lhe orações (ver Hb 8.6; 9.15; 12.24).
6. Em preço de redenção por todos. Ver Mt 20.28 nota.
8. Os homens orem... levantando mãos santas. No culto público das igrejas no NT, parece que era costume todos os adoradores fazerem suas orações em voz alta (ver At 4, 24-31; cj Ed 3, 12, 13). Para ser aceitável, a oração deveria ser oferecida por pessoas que viviam uma vida santa e justa, i. e., com “mãos santas”.

Lucas 16, 1-13 Tomar uma atitude prudente.

1 Jesus dizia aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por estar esbanjando os bens dele. 2 Então o chamou, e lhe disse: ‘O que é isso que ouço contar de você? Preste contas da sua administração, porque você não pode mais ser o meu administrador’. 3 Então o administrador começou a refletir: ‘O senhor vai tirar de mim a administração. E o que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que vou fazer para que, quando me afastarem da administração tenha quem me receba na própria casa’. 5 E começou a chamar um por um os que estavam devendo ao seu senhor. Perguntou ao primeiro: ‘Quanto é que você deve ao patrão?’ 6 Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pegue a sua conta, sente-se depressa, e escreva cinqüenta’. 7 Depois perguntou a outro: ‘E você, quanto está devendo?’ Ele respondeu: ‘Cem sacas de trigo’. O administrador disse: ‘Pegue a sua conta, e escreva oitenta’ “. 8* E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque este agiu com esperteza. De fato, os que pertencem a este mundo são mais espertos, com a sua gente, do que aqueles que pertencem à luz.
9 “ E eu lhes declaro: Usem o dinheiro injusto para fazer amigos, e assim, quando o dinheiro faltar, os amigos receberão vocês nas moradas eternas. 10 Quem é fiel nas pequenas coisas, também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas pequenas, também é injusto nas grandes. 11 Por isso, se vocês não são fiéis no uso do dinheiro injusto, quem lhes confiará o verdadeiro bem? 12 E se não são fiéis no que é dos outros, quem lhes dará aquilo que é de vocês? 13 Nenhum empregado pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro.”
Comentário:
1-8: Jesus elogia o administrador, que soube tomar atitude prudente. O Reino de Deus já chegou: é preciso tomar uma atitude antes que seja tarde demais; converter-se e viver conforme a mensagem de Jesus.
9-13: Os vv. 9-13 fazem diversas aplicações da parábola. O v. 9 recomenda o uso da riqueza em favor dos pobres. Os vv. 10-12 mostram que é impossível ser fiel nas grandes coisas, quando somos negligentes nas pequenas. E o v. 13 urge uma decisão: escolher entre o serviço a Deus e o serviço às riquezas (cf. nota em Mt 6,19-24).
8. LOUVOU ...O INJUSTO MORDOMO.Cristo usa esta ilustração para ensinar que os incrédulos têm muito interesse nas coisas materiais, para promover seus próprios interesses e bem-estar. Por outro lado, os crentes freqüentemente não têm suficiente mentalidade celestial para usar seus bens terrenos para promover seus interesses espirituais e celestiais.
9. AS RIQUEZAS DA INJUSTIÇA. A injustiça, a cobiça e o poder estão claramente envolvidos na acumulação e emprego das riquezas deste mundo. Devemos empregar nossos bens e dinheiro de modo a promover os interesses de Deus e a salvação do próximo.
11. SE ... NÃO FOSTES FIÉIS. Quem não é digno de confiança na aquisição e emprego de bens terrestres, tampouco o será com as coisas espirituais. Por isso, os crentes e, especialmente, os líderes da igreja, devem estar libertos do amor ao dinheiro (1 Tm 3.1-3)
13. NÃO PODEIS SERVIR A DEUS E A MAMOM. As riquezas do mundo tornam muito difícil a pessoa ter Deus como centro da sua vida.