terça-feira, 11 de novembro de 2025

Lucas 17, 11-19 Fé e gratidão.

* 11 Caminhando para Jerusalém, aconteceu que Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12 Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos foram ao encontro dele. Pararam de longe, e gritaram: 13 “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” 14 Ao vê-los, Jesus disse: “Vão apresentar-se aos sacerdotes.” Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15 Ao perceber que estava curado, um deles voltou atrás dando glória a Deus em alta voz. 16 Jogou-se no chão, aos pés de Jesus, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. 17 Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19 E disse a ele: “Levante-se e vá. Sua fé o salvou.” Comentário: * 11-19: O ponto alto da narrativa é a fé do samaritano. É fé madura: nasce da esperança (vv. 12-13), cresce na obediência à palavra de Jesus (v. 14) e se manifesta na gratidão (v. 16). Com isso, ele não só recebe a cura, mas é salvo. Sua vida chega à plenitude, ao reconhecer que em Jesus o amor de Deus leva os homens a viver na alegria da gratidão. A vida que Deus dá em Jesus Cristo é gratuita, é graça. Diversas vezes, no Evangelho, vemos que Jesus sobe a Jerusalém. Isso porque, na tradição judaica, são três as festas anuais relacionadas com peregrinação ao templo, todas elas indicadas na Torá. A primeira e mais importante é a Páscoa, ou Pessach, celebrada praticamente junto à festa dos Ázimos, em meados do mês de nissan. Também chamada “festa da libertação”, recorda a libertação do povo em relação à escravidão no Egito. O Deus que cria é o mesmo Deus que salva. Criação e libertação são um único ato de Deus. A segunda festa importante, na qual muitos aproveitam para se reunir na cidade das sete colinas, é o Shavuot, que significa “semanas”, sete semanas depois da Páscoa. Enfim, a terceira festa, que durava em média sete dias, é o Sucot: festa dos Tabernáculos ou das Cabanas, como o nome expressa. Mais uma vez, o número sete, que indica a perfeição. Essa celebração recorda ao povo o tempo de caminho no deserto, os quarenta anos que passaram em peregrinação antes de chegar à Terra Prometida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário