quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Mateus 18, 21-19,1 Perdoar sem limites.

* 21 Pedro aproximou-se de Jesus, e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não lhe digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, levaram a ele um que devia dez mil talentos. 25 Como o empregado não tinha com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, ajoelhado, suplicava: ‘Dá-me um prazo. E eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado, e lhe perdoou a dívida. 28 Ao sair daí, esse empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia cem moedas de prata. Ele o agarrou, e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Pague logo o que me deve’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dê-me um prazo, e eu pagarei a você’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão, e lhe contaram tudo. 32 O patrão mandou chamar o empregado, e lhe disse: ‘Empregado miserável! Eu lhe perdoei toda a sua dívida, porque você me suplicou. 33 E você, não devia também ter compaixão do seu companheiro, como eu tive de você?’ 34 O patrão indignou-se, e mandou entregar esse empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que fará com vocês o meu Pai que está no céu, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.” Matrimônio e celibato -* 1 Quando Jesus acabou de dizer essas palavras, ele partiu da Galiléia, e foi para o território da Judéia, no outro lado do rio Jordão. 2 Numerosas multidões o seguiram, e Jesus aí as curou. Comentário: * 21-35: Na comunidade de Jesus não existem limites para o perdão (setenta vezes sete). Ao entrar na comunidade, cada pessoa já recebeu do Pai um perdão sem limites (dez mil talentos). A vida na comunidade precisa, portanto, basear-se no amor e na misericórdia, compartilhando entre todos esse perdão que cada um recebeu. * 19,1-12: Cf. nota em Mc 10,1-12. Diante do matrimônio indissolúvel, os discípulos observam que o celibato é melhor. Jesus mostra que a escolha do celibato é dom de Deus, e que este só adquire todo o seu valor quando é assumido com plena liberdade em vista de serviço ao Reino. A matemática do perdão no seio da comunidade é de número incalculável. Deus perdoa sempre, e nós também devemos perdoar. A oração do Pai-nosso é a expressão firme do perdão mútuo: “perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”. Pode ser que, às vezes, cheguemos a pensar que uns merecem menos misericórdia que outros. A parábola do Evangelho de hoje nos mostra que Deus é misericordioso e paciente conosco. Se ele tem paciência para nossas faltas, fraquezas e quedas, nós também deveríamos ser sensíveis às fraquezas dos outros. Quem está na escola do Mestre e ainda guarda ódio e mágoas no coração, além de não ter aprendido nada, também não percebeu que atitudes mesquinhas levam a comunidade ao fracasso. Perdoar não é fácil. Por isso é uma atitude corajosa e libertadora. E, por isso, é bom pedir todos os dias a graça ao Senhor de saber perdoar, e perdoar com qualidade. O papa Francisco tem afirmado: “Quem não perdoa não é cristão”.

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