sábado, 29 de novembro de 2025
Mateus 24, 37-44 Fiquem vigiando.
37 A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38 Porque, nos dias antes do dilúvio todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39 E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio, e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40 Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado, e o outro será deixado. 41 Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada, a outra será deixada. 42 Portanto, fiquem vigiando! Porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. 43 Compreendam bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente ficaria vigiando, e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44 Por isso, também vocês estejam preparados. Porque o Filho do Homem virá na hora em que vocês menos esperarem.
Comentário:
* 32-51: Jesus agora responde à pergunta feita pelos discípulos (v. 3). Cf. nota em Mc 13,28-37. A parábola dos vv. 45-51 ressalta a missão dos responsáveis pela comunidade cristã. Enquanto esperam por Jesus, eles devem continuar fiéis no serviço à comunidade, sem cair na tentação de afrouxar a prática da justiça, diante da demora do Senhor.
Neste domingo, iniciamos, ao mesmo tempo, o ano litúrgico e o tempo do Advento. O Evangelho nos convida à vigilância, para não sermos surpreendidos com a inesperada visita do Senhor. Ele deseja nos encontrar acordados e dedicados ao serviço do seu Reino, na prática do amor fraterno. O apelo à vigilância está explícito nas três pequenas parábolas: o tempo de Noé – todos viviam a vida despreocupadamente; os trabalhadores – cada um tem seu tempo para prestar contas a Deus; o dono da casa – estar atento para não ser surpreendido pelos ladrões. Essas cenas mostram claramente a necessidade de estar sempre alertas, pois muitas e boas oportunidades surgem com frequência e não podem ser desperdiçadas por descuido. Deus vem à vida de cada um, esperando encontrar-nos comprometidos com o projeto de Jesus: construção de uma sociedade justa e solidária.
Romanos 13, 11-14 A madrugada de um tempo novo.
* 11 Comportem-se dessa maneira, principalmente porque vocês conhecem o tempo, e já é hora de vocês acordarem: a nossa salvação está agora mais próxima do que quando começamos a acreditar. 12 A noite vai avançada, e o dia está próximo. Deixemos, portanto, as obras das trevas e vistamos as armas da luz. 13 Vivamos honestamente, como em pleno dia: não em orgias e bebedeiras, prostituição e libertinagem, brigas e ciúmes. 14 Mas vistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não sigam os desejos dos instintos egoístas.
Comentário:
* 11-14: Liberto do egoísmo que corrompe a pessoa e a sociedade, o cristão já vive a madrugada de um tempo novo. A vinda de Jesus Cristo dissipa a longa noite da injustiça e do pecado. O cristão deve acordar, preparado para viver e testemunhar o dia da libertação inaugurado por Jesus.
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Lucas 21, 34-36 Estejam atentos.
34 Tomem cuidado para que os corações de vocês não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vocês. 35 Pois esse dia cairá, como armadilha, sobre todos aqueles que habitam a face de toda a terra. 36 Fiquem atentos, e rezem todo o tempo, a fim de terem força para escapar de tudo o que deve acontecer, e para ficarem de pé diante do Filho do Homem.”
Comentário:
* 29-38: Tarefa urgente do discípulo é testemunhar sem esmorecer, continuando a ação de Jesus. A espera da plena manifestação de Jesus e do mundo novo, por ele prometido, impede que o discípulo se instale na situação presente; e por outro lado, evita que o discípulo desanime, achando que o projeto de Jesus é difícil, distante e inviável.
No dia que marca o fim do ano litúrgico, o Evangelho nos mostra que o dia do Senhor está próximo, e os cristãos devem esperá-lo com um coração fiel, para serem acolhidos pelo Filho do Homem. Como que preanunciando esse dia, Daniel revela que o fim da perseguição está próximo, que o tirano perseguidor será condenado e que a realeza e o poder que existem debaixo dos céus serão entregues ao povo dos santos do Altíssimo. A comunidade deve sempre tomar cuidado para não relaxar ou dar mau exemplo, assumindo os vícios da sociedade mundana. A vida desregrada e o envolvimento com os bens materiais ofuscam a mensagem de Jesus e não permitem que o Reino de Deus seja concretizado. Estejamos preparados e vigilantes para esse dia, como pede Jesus.
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Lucas 21, 29-33 Estejam atentos.
* 29 E Jesus contou uma parábola: “Olhem a figueira e todas as árvores. 30 Vendo que elas estão dando brotos, vocês logo sabem que o verão está perto. 31 Vocês também, quando virem acontecer essas coisas, fiquem sabendo que o Reino de Deus está perto. 32 Eu garanto a vocês: tudo isso vai acontecer, antes que passe esta geração. 33 O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras não desaparecerão.
Comentário:
* 29-38: Tarefa urgente do discípulo é testemunhar sem esmorecer, continuando a ação de Jesus. A espera da plena manifestação de Jesus e do mundo novo, por ele prometido, impede que o discípulo se instale na situação presente; e por outro lado, evita que o discípulo desanime, achando que o projeto de Jesus é difícil, distante e inviável.
Ao descrever a destruição de Jerusalém, o Evangelho de Lucas não quer anunciar o fim do mundo, mas mostrar que a queda daquela cidade é um marco fundamental para a nova criação, a criação do novo Reino de Deus no mundo. Jesus encoraja seus discípulos a terem esperança, porque está perto o triunfo definitivo. Em Jesus Cristo, o Reino de Deus já está no meio de nós, mas é uma realidade que pertence também ao “ainda não”, porque cada cristão está chamado a trabalhar pela sua concretização plena. O Reino se torna presente na nossa vida sempre que a justiça triunfa, criando relações determinadas pelo espírito de partilha e fraternidade, levando todos a usufruírem da liberdade e da vida.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Lucas 21, 20-28 Fim da separação.
* 20 “Quando vocês virem Jerusalém cercada de acampamentos, fiquem sabendo que a destruição dela está próxima. 21 Então, os que estiverem na Judéia, devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade, devem afastar-se; os que estiverem no campo, não entrem na cidade. 22 Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras. 23 Infelizes das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando nesses dias, pois haverá uma grande desgraça nessa terra e uma ira contra esse povo. 24 Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos pagãos, até que o tempo dos pagãos se complete.”
A história e o fim dos tempos -* 25 “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. E na terra, as nações cairão no desespero, apavoradas com o barulho do mar e das ondas. 26 Os homens desmaiarão de medo e ansiedade, pelo que vai acontecer ao universo, porque os poderes do espaço ficarão abalados. 27 Então eles verão o Filho do Homem vindo sobre uma nuvem, com poder e grande glória. 28 Quando essas coisas começarem a acontecer, levantem-se e ergam a cabeça, porque a libertação de vocês está próxima.”
Comentário:
* 20-24: Lucas descreve a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. Esse acontecimento marca o final da história do povo da Antiga Aliança. Daí para a frente não há mais separação entre judeus e pagãos: o povo de Deus da Nova Aliança será construído por pessoas vindas de todos os povos da terra.
* 25-28: Cf. nota em Mc 13, 24-27: A queda de Jerusalém manifesta e antecipa o julgamento com que Deus acompanha toda a história, e que se consumará no fim dos tempos. O Filho do Homem é Jesus que, pela sua morte e ressurreição, testemunhadas pelos discípulos, irá reunir todo o povo de Deus (cf. Dn 7,13-14).
Na última semana do ano litúrgico, o Evangelho nos convida a refletir sobre a temática do Juízo Final. Descrito em traços devastadores, típicos da literatura apocalíptica, que retrata o futuro com imagens impressionantes, o Juízo Final está impregnado de expressões de esperança, por exemplo: “levantem-se e ergam a cabeça, pois a libertação de vocês está próxima”. A esperança cristã é perseverante, não obstante a noite fria do abandono, porque está fundamentada em Deus, a quem servimos com tanta firmeza e que nos libertará. Lido hoje, esse Evangelho faz pensar na destruição de Jerusalém (70 d.C.), que marcará o início da nova fase do povo de Deus, com a fuga dos cristãos para a Transjordânia, e o Evangelho chegando a todo o mundo conhecido, através da ação dos apóstolos.
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Lucas 21, 12-19 A coragem do testemunho.
* 12 “Mas, antes que essas coisas aconteçam, vocês serão presos e perseguidos; entregarão vocês às sinagogas, e serão lançados na prisão; serão levados diante de reis e governadores, por causa do meu nome. 13 Isso acontecerá para que vocês deem testemunho. 14 Portanto, tirem da cabeça a ideia de que vocês devem planejar com antecedência a própria defesa; 15 porque eu lhes darei palavras de sabedoria, de tal modo que nenhum dos inimigos poderá resistir ou rebater vocês. 16 E vocês serão entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vocês. 17 Vocês serão odiados por todos, por causa do meu nome. 18 Mas não perderão um só fio de cabelo. 19 É permanecendo firmes que vocês irão ganhar a vida!”
Comentário:
* 12-19: A relação entre Deus e os homens continua através dos discípulos, que devem prosseguir a missão de Jesus pelo testemunho. Contudo, assim como Jesus encontrou resistência, também eles: serão perseguidos, presos, torturados, julgados e até mesmo mortos por continuarem a ação de Jesus. Mas não devem ficar preocupados com a própria defesa. O importante é a coragem de permanecer firmes até o fim.
O anúncio de Jesus sobre o futuro da missão tem sua comprovação na leitura dos Atos dos Apóstolos. Descrevendo inúmeros acontecimentos ligados à Igreja nascente e à ação dos apóstolos, com ênfase na missão de Pedro e de Paulo, o livro dos Atos comprova tudo o que Jesus profetiza: “Vocês serão entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos; matarão alguns de vocês; e vocês serão odiados por todos, por causa do meu nome”. Em contrapartida, Jesus promete estar sempre ao lado dos seus discípulos, ontem e hoje. Consola-nos, dizendo: “Eu darei a vocês palavras e sabedoria, às quais nenhum dos adversários conseguirá resistir ou rebater”. Ao contrário da nossa sociedade, em que as pessoas valorizam excessivamente o poder político e econômico, Jesus mostra que a sabedoria dos cristãos radica-se no testemunho fiel ao Evangelho do amor e da vida.
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Lucas 21, 5-11 O fim ainda não chegou.
* 5 Algumas pessoas comentavam sobre o Templo, enfeitado com pedras bonitas e com coisas dadas em promessa. Então Jesus disse: 6 “Vocês estão admirando essas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.” 7 Eles perguntaram: “Mestre, quando vai acontecer isso? Qual será o sinal de que essas coisas estarão para acontecer?” 8 Jesus respondeu: “Cuidado para que vocês não sejam enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo já chegou’. Não sigam essa gente. 9 Quando vocês ouvirem falar de guerras e revoluções, não fiquem apavorados. Primeiro essas coisas devem acontecer, mas não será logo o fim.” 10 E Jesus continuou: “Uma nação lutará contra outra, um reino contra outro reino. 11 Haverá grandes terremotos, fome e pestes em vários lugares. Vão acontecer coisas pavorosas e grandes sinais vindos do céu.”
Comentário:
* 5-11: Cf. nota em Mc 13,1-8: Jesus anuncia a destruição do Templo de Jerusalém, acontecida no ano 70, e as batalhas que se verificaram entre os anos 66 e 70. O Templo era o símbolo da relação de Deus com o povo escolhido. Jesus salienta que o fim de uma instituição não significa o fim do mundo e nem o fim da relação entre Deus e os homens.
Os dias que virão, descritos de modo apocalíptico por Jesus, dizem respeito à última vinda do Senhor, que, conforme professamos no Credo, “virá novamente, em glória, para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim”. Haverá muitos sinais, mas devemos aguardá-lo com alegria, esperança e confiança, como indica a Palavra de Deus, não com medo ou angústia. Cristo virá para instaurar um novo Reino, que jamais será destruído e que permanecerá para sempre. Jesus não apresenta nenhuma data, mas adverte contra os falsos messias que surgirão dizendo: “Sou eu… O tempo está próximo”. Atenção a esses falsos profetas, que abundam em nossos dias.
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