sexta-feira, 12 de junho de 2026

Lucas 2, 41-51 O Messias é o Filho de Deus.

* 41 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42 Quando o menino completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43 Passados os dias da Páscoa, voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44 Pensando que o menino estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre parentes e conhecidos. 45 Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à procura dele. 46 Três dias depois, encontraram o menino no Templo. Estava sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas. 47 Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência de suas respostas. 48 Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura.” 49 Jesus respondeu: “Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai?” 50 Mas eles não compreenderam o que o menino acabava de lhes dizer. 51 Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e permaneceu obediente a eles. E sua mãe conservava no coração todas essas coisas. Comentário: * 41-52: Neste Evangelho, as primeiras palavras de Jesus mostram que toda a sua missão decorre da sua relação filial com o Pai. Isto significa que essa missão provém do próprio mistério de Deus e da realização de sua vontade entre os homens. Contudo, ela se processa dentro do mistério da Encarnação, onde Jesus vai aprendendo a viver a vida humana como qualquer outro homem. O coração, na linguagem bíblica, não se restringe ao âmbito afetivo, como simbolizamos hoje, mas representa a pessoa toda: sentimentos, pensamentos, consciência, memória, decisões. Ao menos duas vezes os Evangelhos se referem diretamente ao coração de Maria, em Lucas 2,19 (no contexto da visita dos pastores na gruta de Belém) e Lucas 2,51 (Evangelho de hoje). Ao longo do seu Evangelho, Lucas nos apresenta sempre Maria como a perfeita discípula de Jesus, aquela que escuta e guarda no coração a Palavra, por isso é para nós modelo de seguimento. A devoção ao Imaculado Coração tornou-se mais conhecida após as aparições de Fátima (1917), que assim falou aos pequenos pastores: “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”.

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